| Brasil |
| Últimas notícias |
| Fotos |
| Vídeos |
| Cidades |
| Eleições 2008 |
| Imigração japonesa |
| Loterias |
| Polícia |
| Política |
Atualizada às 09h22
» Cabral manda derrubar portão de favela
» Milícia fecha acessos a favela no Rio
» Cabral determina combate às milícias
Segundo o secretário, não existe a figura penal milícia. "Nem o código nem o instituto penal contemplam a figura milícia. O que caracteriza a milícia carioca, o fenômeno que está acontecendo aqui é uma série de desvios de condutas administrativas penais", disse Beltrame.
O secretário argumentou que os desvios de conduta dos policias - que "vendem segurança, usam arma fora do horário de serviço, usam identidade policial para dizer que é polícia e está em condições de prestar serviço" - precisam ser enquadrados na lei. "Não me adianta ir num lugar hoje e ver que aquela pessoa que está ali é bombeiro que está armado. Eu levo ele para fazer um procedimento (registrar uma irregularidade contra ele) numa delegacia e vou sair dali com ele (solto), porque não tem força, expressão judicial", afirmou.
As milícias já estariam presentes em mais de 90 comunidades do Rio de Janeiro. O secretário, no entanto, não quis precisar um número, alegando que não se pode "banalizar" o tema, mas admitiu que "tem em bastante" comunidades.
Apesar dos entraves legais, ele reconheceu que deve haver agilidade para acalmar determinadas angústias da população, subjugada a um poder ilegal. "A resposta vocês vão ter. Nós vamos dar essa reposta", disse.
Segundo o secretário, a motivação dos policiais que agem ilegalmente se baseia na "falsa ilusão do dinheiro fácil". As milícias são grupos formados por ex-policiais e policiais da ativa, que atuam fora de serviço, que expulsam os traficantes das favelas, cobrando taxas dos moradores e prometendo segurança nas comunidades.
O fenômeno vem aumentando no Rio de Janeiro e no último fim de semana confrontos entre traficantes e milicianos resultaram na morte de sete pessoas, deixando outras dez feridas.
A ação das milícias foi comparada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) a grupos paramilitares colombianos e classificada como um poder paralelo, assim como o tráfico de drogas.
Reuters
Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.
Busca
Busque outras notícias no Terra: