Chinaglia venceu a eleição no segundo turno |
Jeferson Ribeiro e Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
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Ao assumir a presidência da sessão, logo depois de proclamado o resultado, Chinaglia afirmou que as disputas entre os deputados acontecem "porque são próprias do Parlamento, mas a presidência tem o dever da imparcialidade".
Ele também reiterou que vai respeitar a legitimidade de cada parlamentar, independentemente do fato de compor a base aliada ou ser da oposição: "como já afirmei anteriormente, esse é o meu compromisso".
Chinaglia também pediu aos parlamentares ajuda para que possa conduzir os trabalhos legislativos com o menor número de erros possíveis. "Vou trabalhar para não errar. Precisamos recuperar a autoridade da Câmara, que é a principal representatividade do País", declarou.
"As disputas vão acontecer porque são próprias do Parlamento, mas a presidência tem o dever da imparcialidade", declarou o novo presidente.
O petista é médico e está em seu quarto mandato na Câmara. No começo, Chinaglia defendia o reajuste do salário dos parlamentares em 91%, mas após críticas mudou o discurso e diz agora que é a favor do reajuste de acordo com a inflação. O deputado teve sua candidatura ligada à possibilidade de anistia do ex-deputado, José Dirceu, que teve seu mandato cassado em 2005.
Em seu discurso no Plenário antes do início da votação, Chinaglia mostrou que, sob seu comando, a Câmara terá uma participação mais ativa contra as críticas que sofre da imprensa. "Não vamos assistir pacificamente os ataques injustos ao parlamento e a instituição", disse.
A vitória foi possível também graças a manobra governista realizada ontem de formar um "superbloco", composto por PMDB, PT, PR, PP, PTB, PTdoB, PTC e PSC, que conta com 273 deputados.
Com a vitória de Chinaglia, o governo fica com o comando das duas casas, já que em votação mais cedo, Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiado pela coalizão, derrotou o candidato da oposição, José Agripino Maia (PFL-RN), por 51 a 28 votos.
Redação Terra