Professores invadem Secretaria da Educação de AL

31 de janeiro de 2007 • 17h44 • atualizado às 19h28

Odilon Rios
Direto de Maceió

São Paulo


Professores da rede pública estadual de Alagoas invadiram às 17h30 a Secretaria de Educação do Estado. Eles pedem o impeachment do governador Antônio Vilela Filho (PSDB). Os professores estão em greve há 15 dias, desde que o governador editou um decreto que suspendia os aumentos salariais do funcionalismo público, concedidos no ano passado.

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O secretário de Educação, Fábio Farias, deixou a secretaria pelos fundos e não resistiu à invasão e ocupação do prédio. Em clima de animação, os professores "elegeram" um novo secretário, conhecido como Jailton, um dos manifestantes.

Os professores cobram reajuste de 80% nos salários, garantido através de lei estadual, editada no governo passado. "Ele agiu de forma maquiavélica. Quando a Assembléia Legislativa derrubou o decreto, o governador mandou a gráfica do Estado suspender a impressão do Diário Oficial do Estado para editar um novo decreto", acusou o deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT). Contatado pelo Terra, o governo não se posicionou sobre a invasão nem respondeu às acusações.

Desde o estouro da crise no Estado, há três semanas, culminando em uma greve geral do funcionalismo, este é o segundo prédio público invadido por manifestantes. O primeiro foi a Secretaria da Fazenda. Apenas os professores estão em greve. Os policiais civis retornaram aos trabalhos no início da semana.

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, Isac Jacson, caravanas do interior com professores e movimentos sociais de luta pela terra chegam nesta quinta-feira para ajudar o movimento.

Com a invasão e a ocupação, os professores organizaram uma estratégia para levar colchões e comida para o prédio da Secretaria de Educação. Antes de sair do prédio, os funcionários fecharam todas as salas, temendo depredação.

"Não vamos depredar o prédio e não temos pressa em sair. Só saímos daqui quando o governador vier negociar conosco os nossos aumentos", disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), Girlene Lázaro.

Redação Terra
 
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