Polícia Federal paralisa atividades em Alagoas

31 de janeiro de 2007 • 16h06 • atualizado às 16h20

Odilon Rios
Direto de Alagoas

Brasil


Policiais federais de Alagoas paralisaram as atividades por 24 horas. O motivo é que o Ministério da Justiça ameaçou, na semana passada, encaminhar projeto de lei que altera a lei orgânica da Polícia Federal.

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De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado, Jorge Venerando, o projeto prevê a extinção dos cargos de escrivão e papiloscopista - aquele que faz identificação de pessoas através de retrato falado.

"Quem tiver menos de três anos nestas funções será demitido. Quem tiver mais, fica em casa recebendo salário sem fazer nada, em disponibilidade, como eles chamam", explicou.

Ele disse que os policiais federais do Maranhão, Pernambuco e Pará articulam paralisar as atividades. Eles realizam assembléias hoje para definir se suspendem ou não as atividades por 24 horas. "Aqui em Alagoas deixamos funcionando o plantão e a custódia", contou Venerando.

Segundo os grevistas, parte dos policiais federais do País têm um projeto que altera a lei orgânica, extinguindo "heranças" do regime militar. Entre elas estão a unificação dos cargos de delegado, escrivão, agente e papiloscopista, a entrega de uma lista tríplice ao Ministro da Justiça para a escolha dos superintendentes e alterações em outros artigos da lei orgânica para tornar a estrutura das PFs mais democrática.

"Quem indica os superintendentes são os políticos ou os deputados, por debaixo dos panos. Não funciona. Como vai haver investigação se existe este tipo de problema?", questionou Venerando.

Redação Terra
 
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