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Mega-Sena: viúva é presa após escutas telefônicas

30 de janeiro de 2007 13h52 atualizado às 18h28

A cabeleireira Adriana Almeida, 29 anos, viúva de Renné Senna, 54 anos, o ganhador da Mega-Sena assassinado, foi presa nesta terça-feira em um hotel em Camboinhas, Niterói (RJ). Ela é suspeita de envolvimento na morte do ex-marido, que ficou milionário em 2005. A prisão de Adriana foi pedida com base na investigação do crime e em escutas analisadas pelos policiais.

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A juíza Renata Gil, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, que decretou a prisão de Adriana, também determinou o bloqueio da conta conjunta que a viúva mantinha com Renné, e da pessoal. Outras pessoas também tiveram o pedido de prisão decretado, mas os nomes não foram divulgados pela juíza, pois isso poderá atrapalhar o cumprimento dos mandados de prisão.

Após a prisão, a viúva foi levada ao Instituto Médico-Legal para fazer exame de corpo de delito e, em seguida, passou na Polinter do Centro para assinar o mandado de prisão temporária. Durante todo o trajeto, Adriana permaneceu algemada e chorou muito.

Ao sair da Polinter, a viúva foi levada para a carceragem feminina da 72ª DP (Centro de São Gonçalo), onde mais de 200 pessoas gritavam do lado de fora da delegacia. "Vagabunda, vagabunda, vagabunda", berravam. Em seguida, ela foi transferida para a Delegacia de Homicídios, no centro do Rio.

"Sou inocente", disse ela, que evitou comentar detalhes sobre a prisão. Renné Senna foi assassinado dia 7 de janeiro em Rio Bonito (RJ), onde morava com Adriana em uma fazenda. O delegado Ademir de Oliveira, que investiga o caso, descobriu dois supostos amantes de Adriana.

O primeiro caso extraconjugal de Adriana veio à tona na noite de sábado, quando o motorista de transporte alternativo Robson de Andrade Oliveira, 25 anos, confessou ter tido um caso com ela por seis meses há três anos e reatado em setembro do ano passado.

O segundo namorado seria um policial militar que trabalha como segurança na fazenda onde o casal morava. Em depoimento, ele teria negado o envolvimento com Adriana.

De acordo com o delegado, a descoberta dos dois casos extraconjugais foi o motivo para o pedido de prisão temporária, por 30 dias. O prazo ainda pode ser prorrogado por mais 30 dias, de acordo com Oliveira. O objetivo da prisão é impedir que a viúva fuja ou acabe atrapalhando as investigações.

O advogado de defesa de Adriana, Alexandre Dumans, deve entrar na Justiça nas próximas horas solicitando um habeas-corpus.

Nesta manhã, o delegado Oliveira, que está na capital fluminense, passou mal, possivelmente pela alta carga de trabalho que vem tendo desde o início das investigações. Ele foi medicado e liberado em seguida.

Redação Terra