Professores e médicos mantêm greve em Alagoas

25 de janeiro de 2007 • 11h24 • atualizado às 14h08

Odilon Rios
Direto de Maceió

São Paulo


O clima de caos em Alagoas depois que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) suspendeu os aumentos salariais concedidos ano passado ainda vai continuar pelos próximos dias. Professores e profissionais da saúde decidiram hoje manter a greve até que o governador revogue o decreto que impede os aumentos nos salários.

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Na Maternidade Santa Mônica, que atende gestantes de alto risco, a direção decidiu fechar as portas por riscos de infecção hospitalar. Vinte servidores da limpeza cruzaram os braços por causa do atraso de pagamento. Eles não receberam os salários dos meses de outubro, novembro, dezembro, o 13º salário, além de cestas básicas e vales-transportes. Na maternidade, existem 152 parturientes internadas.

Desde ontem pela manhã, os servidores estão acampados na porta da Santa Mônica esperando o pagamento dos atrasados. Ontem, a diretora-administrativa da Uncisal informou que o pagamento da 1ª quinzena de janeiro estava sendo depositado hoje. Quanto aos demais salários, a Secretaria da Fazenda havia informado que a negociação se daria no prazo de 30, 60 dias.

Desocupação
O prédio da Secretaria da Fazenda (Sefaz) em Alagoas foi desocupado na manhã desta quinta-feira. Grevistas ocuparam o prédio na semana passada em protesto a um decreto do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) que suspendia os aumentos salariais concedidos ano passado. Ontem à noite, salas e banheiros do prédio já estavam sendo lavados e membros do governo, Ministério Público e Tribunal de Justiça constataram que não houve danos no edifício.

Apesar da devolução, os grevistas continuam em frente ao prédio, ainda em protesto, mas a greve, aos poucos, está sendo encerrada. Algumas categorias voltaram ao trabalho, porém os professores ainda realizam uma assembléia para decidir se aceitam ou não a proposta do governo de parcelar o aumento de 80%.

"O governo pagou o nosso aumento de 40%, mas vamos decidir hoje à tarde pelo fim ou não da greve. Queríamos a revogação do decreto e estamos solidários aos professores", disse o diretor de Planejamento do Sindicato dos Policiais Civis, José Carlos.

A proposta apresentada pelo governador aos professores é o pagamento de 15%, divididos em três parcelas. A quarta parcela fica em 7,5%. O restante vai depender da vinda do dinheiro do Fundeb, fundo que substitui o Fundef. O governo se propôs ainda revogar os três primeiros artigos do decreto, que atingiam diretamente os servidores.

Segundo o procurador Geral de Justiça, Coaracy Fonseca, se a proposta acordada for respaldada na assembléia dos professores, todos os itens vão ser incluídos em Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

Redação Terra
 
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