Odilon Rios
Direto de Maceió
São Paulo
» Médicos voltam ao trabalho
» Governador anuncia pagamento
» Vilela diz que manterá aumento
Na Maternidade Santa Mônica, que atende gestantes de alto risco, a direção decidiu fechar as portas por riscos de infecção hospitalar. Vinte servidores da limpeza cruzaram os braços por causa do atraso de pagamento. Eles não receberam os salários dos meses de outubro, novembro, dezembro, o 13º salário, além de cestas básicas e vales-transportes. Na maternidade, existem 152 parturientes internadas.
Desde ontem pela manhã, os servidores estão acampados na porta da Santa Mônica esperando o pagamento dos atrasados. Ontem, a diretora-administrativa da Uncisal informou que o pagamento da 1ª quinzena de janeiro estava sendo depositado hoje. Quanto aos demais salários, a Secretaria da Fazenda havia informado que a negociação se daria no prazo de 30, 60 dias.
DesocupaçãoApesar da devolução, os grevistas continuam em frente ao prédio, ainda em protesto, mas a greve, aos poucos, está sendo encerrada. Algumas categorias voltaram ao trabalho, porém os professores ainda realizam uma assembléia para decidir se aceitam ou não a proposta do governo de parcelar o aumento de 80%.
"O governo pagou o nosso aumento de 40%, mas vamos decidir hoje à tarde pelo fim ou não da greve. Queríamos a revogação do decreto e estamos solidários aos professores", disse o diretor de Planejamento do Sindicato dos Policiais Civis, José Carlos.
A proposta apresentada pelo governador aos professores é o pagamento de 15%, divididos em três parcelas. A quarta parcela fica em 7,5%. O restante vai depender da vinda do dinheiro do Fundeb, fundo que substitui o Fundef. O governo se propôs ainda revogar os três primeiros artigos do decreto, que atingiam diretamente os servidores.
Segundo o procurador Geral de Justiça, Coaracy Fonseca, se a proposta acordada for respaldada na assembléia dos professores, todos os itens vão ser incluídos em Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
Redação Terra