AL: Vilela diz que manterá aumento a servidores

19 de janeiro de 2007 • 16h38 • atualizado às 17h40

Odilon Rios
Direto de Maceió

Estados Unidos


O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira que o decreto que concede aumento aos servidores públicos não será revogado. Ele anunciou que conseguiu junto ao governo federal uma antecipação de verbas que permitirá pagar os aumentos concedidos entre abril e outubro, mas não para os professores.

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Ele pediu à categoria 30 dias para tentar resolver a situação. Vilela disse que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esta semana e que ele prometeu enviar uma missão com técnicos de todos os ministérios para estudar a situação no Estado já na semana que vem. "Percorri Brasíla inteira com um pires na mão", disse o governador.

Ele afirmou que o gesto de suspender os aumentos não foi ato "sádico ou de masoquismo", mas de "absoluta necessidade". Segundo o governador, o Estado está no limite de gastos com a folha de pagamento permitido pela Lei de Responsabilidade fiscal, e apenas a receita extra obtida do governo federal permitiu a manutenção do reajuste.

Vilela disse também que recebeu da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, um aceno positivo de que haverá investimentos na Casal (companhia de água do Estado) e recursos para o Canal do Sertão, um duto que abasteceria 28 cidades do sertão com água do rio São Francisco.

Vilela disse que o Estado é campeão de indicadores "de cabeça para baixo", o que é lamentável. "Lula sabe de nossa situação, todos sabem que Alagoas vive um momento difícil", disse.

O governador lembrou que herdou uma dívida de R$ 400 milhões do seu antecessor, além da folha de dezembro do funcionalismo para ser paga. Teotonio fez um apelo para que os servidores voltem ao trabalho porque, segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades financeiras "catastróficas".

Vice-prefeito
Ele afirmou que a morte do vice-prefeito, assassinado nesta sexta-feira, está sendo investigada, apesar da greve da polícia, assim como qualquer outro homicídio no Estado.

Redação Terra
 
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