Secretaria da Fazenda é invadida em Alagoas

18 de janeiro de 2007 • 15h47 • atualizado às 16h04

Odilon Rios
Direto de Alagoas

Alagoas


Servidores da Educação, policiais civis, movimentos sociais, sindicatos e índios invadiram na manhã desta quinta-feira a Secretaria da Fazenda de Alagoas, exigindo a revogação do decreto do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) que suspende, temporariamente, os aumentos aos funcionários públicos, concedidos ano passado.

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Os servidores gritavam palavras de ordem contra o governador, chamado-o de "caloteiro" e "incompetente". Antes de ocupar a secretaria da Fazenda, eles fizeram uma caminhada pelo centro de Maceió, reunindo duas mil pessoas e fazendo rápidos comícios em frente ao Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Assembléia Legislativa.

"Não podemos permitir que este governo corte os aumentos dos servidores públicos. Isso é ilegal", disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas, Girlene Lázaro.

Segundo o deputado estadual Paulo Fernando Santos, o Paulão (PT), o governador não teve "coragem" de cortar parte do duodécimo do Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembléia Legislativa.

"O que o governo está fazendo é terrorismo. O governador diz que está no limite da lei da responsabilidade fiscal e que pode demitir servidores. Mas antes ele teria que baixar o duodécimo dos poderes, o que não foi feito", afirmou o deputado.

O procurador-geral de Justiça, Guaraci Fonseca, classificou a atual situação do Estado como delicada e que os alagoanos estão passando por uma crise.

"Devemos buscar uma saída através do diálogo. Ainda não estamos falando em solução jurídica contra o Estado, mas em conversarmos sobre o assunto. Nós podemos entrar com ação civil pública contra o governo e enviar um ofício ao procurador-geral da República sobre a situação do Estado, mas ainda não faremos isso", disse Fonseca.

Os policiais militares, que decidiriam hoje pela greve, suspenderam a decisão para a próxima terça-feira. Isso porque o governo do Estado propôs pagar os aumentos retirados dos militares, dos salários de janeiro e fevereiro.

"Decidimos esperar uma posição mais definitiva do governo, que será dada na próxima segunda-feira para daí decidirmos o que vamos fazer", disse o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM, Wagner Simas.

Até o momento, o governador não se pronunciou sobre a invasão à Secretaria da Fazenda. Ontem, o governador reafirmou que os decretos continuam a vigorar em Alagoas.

Redação Terra
 
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