AL: irmã do governador deve perder cargo público

18 de janeiro de 2007 • 15h27 • atualizado às 15h57

Odilon Rios
Direto de Alagoas

Alagoas


O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) deu um ultimato pelo fim do nepotismo nos poderes Executivo e Legislativo e no Tribunal de Contas do Estado. Se não for atendido em 60 dias, o MP vai ingressar com uma ação civil pública contra os poderes.

» AL: posse ocorre sob disputa por cargos

O nepostismo voltou a provocar polêmica no Estado depois que o governador Teotônio Vilela (PSDB) nomeou a irmã Fernanda Vilela como a atual secretária da Fazenda.

"Vamos iniciar uma campanha para acabar com o nepotismo em Alagoas. Publicaremos uma recomendação aos poderes dando 60 dias para o fim do nepotismo", disse o procurador-geral de Justiça Guaraci Fonseca.

"Ainda não temos idéia de quantos parentes ocupam cargos na Assembléia Legislativa, no Tribunal de Contas e no Executivo. O que pedimos é a colaboração desses poderes", disse.

Outros atingidos pertencem à família Toledo, um dos maiores grupos empresariais de Alagoas e que ocupam cargos no primeiro e segundo escalões.

Ele afirmou que a medida foi aplicada em Pernambuco e vem dando certo. "O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acabou com o nepotismo no judiciário. Estamos usando o procedimento administrativo que vigora em Pernambuco, ou seja, levando a decisão do CNJ para todos os poderes."

O governador alagoano ainda não se pronunciou sobre a medida, mas o procurador-geral garantiu ao Terra que conversa ainda hoje com o chefe do Executivo sobre o assunto.

Redação Terra
 
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