Segurança, saúde e educação entram em greve em AL

17 de janeiro de 2007 • 12h35 • atualizado às 13h41

Odilon Rios
Direto de Maceió

Alagoas


Policiais civis e professores estaduais de Alagoas entraram em greve por tempo indeterminado, respectivamente ontem e hoje de amanhã, pedindo a suspensão de um decreto que veta o aumento de 40% aos servidores de segurança e cobrando o pagamento de isonomia aos professores. O presidente do Sindicado dos Servidores da Saúde de Alagoas, Benedito Alexandre, também pediu hoje que todos os hospitais públicos suspendam os atendimentos de pacientes sem gravidade.

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As paralisações são protestos contra o governador Teotônio Vilela Filho. Além deles, peritos criminais que trabalham no Instituto Médico Legal (IML), também decidiram entrar em greve.

Os professores cobram o pagamento da isonomia, ou seja, um aumento de 100% nos salários, prometido pelo governo anterior no ano passado. Os trabalhadores da educação fazem uma passeata pelas principais ruas de Maceió e acampam na praça Sinimbu, no centro da capital.

A medida dos servidores de saúde é uma crítica contra o veto do governador ao aumento concedido ao funcionalismo pelo governo anterior. "Os trabalhadores não tem nada a ver com os números do Estado. A situação está um caos", afirmou o presidente do Sindicado dos Servidores da Saúde de Alagoas, Benedito Alexandre.

A categoria está em tratativas com o sindicato dos médicos do Estado e com trabalhadores da educação para realizarem uma greve unificada. A assembléia geral ocorre amanhã às 9h.

Segurança e Ministério Público
Por sua vez, o procurador geral do Estado, Mário Jorge Uchoa, sugere que o Ministério Público ingresse com uma ação contra o governo anterior, de Ronaldo Lessa, que concedeu os aumentos. "O Executivo está fazendo um relatório para avaliar a real situação do Estado, depois disso, vou sugerir ao governador que seja encaminhado o pedido ao Ministério Público", afirmou.

Uchoa diz que existe um déficit de R$ 430 milhões nos cofres públicos devido a dívidas com a folha de dezembro e com fornecedores. Haveria ainda R$ 50 milhões de empréstimos consignados.

"A folha de pagamento de dezembro corresponde a 49% da arrecadação do Estado, que está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Porém, se fosse incluído o aumento, em fevereiro passaria para 51%. O governo escolheu o caminho mais tênue para solucionar o impasse, ou seja, suspender temporariamente os aumentos salariais dos servidores", disse Uchoa.

O governo realiza reuniões durante todo o dia com representantes dos sindicatos de servidores das polícias civil e militar e da educação. ¿O governo espera compreensão. Não temos dinheiro para dar os reajustes. Cada secretário foi orientado a mostrar os números do Estado ao funcionalismo¿, explicou.

O governo fez um recadastramento de todos os servidores no ano passado e, segundo Uchoa, 5 mil servidores não se recadastraram. "Tudo indica que eles estavam recebendo sem trabalhar", afirmou.

Redação Terra
 
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