Mineradora é multada em R$ 50 mi após rompimento de barragem

10 de janeiro de 2007 • 21h22 • atualizado às 21h38
O secretário vistoriou a cidade atingida pela lama Foto: Agência Minas/Divulgação
O secretário vistoriou a cidade atingida pela lama
10 de janeiro de 2007
Foto: Agência Minas/Divulgação

O governo de Minas Gerais vai aplicar uma multa de R$ 50 milhões à mineradora Rio Pomba Cataguases, cuja barragem rompeu na madrugada de hoje provocando o vazamento de lama de bauxita em rios da região de Miraí, na Zona da Mata mineira, e do noroeste fluminense. Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, cerca de 2 milhões de metros cúbicos de lama vazaram.

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"Estamos aplicando a multa máxima permitida pela legislação ambiental à empresa, determinando que a empresa faça a recuperação dos danos ambientais e dos prejuízos causados à população", afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, que vistoriou a região atingida nesta quarta.

O governo também interditou, de forma definitiva, a mineradora. A decisão pela interdição foi tomada devido à reincidência do caso, já que um incidente semelhante já havia ocorrido em março do ano passado.

Técnicos dos órgãos ambientais mineiros informaram que a lama da bauxita que rompeu da barragem não é tóxica. A assessoria de imprensa da Rio Pomba Cataguases informou que já colocou à disposição carros-pipa para os municípios da região.

Segundo a assessoria da Cataguases, as duas empresas de engenharia contratadas para reforçarem a barragem depois do acidente de 2006 estão preparando um laudo técnico para descobrir a causa do acidente.

Rio
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, declarou que já entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais com o objetivo de acionar judicialmente a mineradora. O vazamento pode afetar até 100 mil pessoas naquele Estado.

Redação Terra
 
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