Rio vai entrar na Justiça contra mineradora de MG

10 de janeiro de 2007 • 21h21 • atualizado às 21h24

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Minas Gerais


O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, já entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais com o objetivo de acionar judicialmente a mineradora Rio Pomba Cataguases. A empresa, localizada na cidade mineira de Mirai, foi responsável por mais um vazamento de resíduos na bacia do rio Paraíba do Sul, na divisa do Rio com Minas.

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O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, disse à reportagem do Terra que considera a reincidência uma ação criminosa. "Essa empresa deveria estar fechada e os dirigentes presos", enfatizou.

Victer afirmou ainda que o vazamento é cinco vezes maior do que o registrado em março do ano passado, quando 400 milhões de litros de argila misturada a óxido de ferro e alumínio prejudicaram a água. Na ocasião, uma mancha marrom com 70 quilômetros de extensão chegou á bacia do Paraíba do Sul.

Segundo o presidente da Cedae, houve omissão grave das autoridades ambientais de Minas Gerais na fiscalização da Cataguases. Ele informou também que até a manhã desta quinta-feira o vazamento deve chegar ao Rio de Janeiro atingindo as cidades de Lages de Muriaé, Itaperuna, São José de Ubá, Italva e Cardoso Moreira, no noroeste do Estado.

O governo fluminense estima que 100 mil pessoas devem ser afetadas pelo problema e recomenda que a população economize água na região. Carros-pipa já estão sendo providenciados. Cerca de 100 funcionários da Cedae foram mobilizados para acompanhar o problema.

Redação Terra
 
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