Barragem inunda cidade em Minas |
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O acidente foi provocado pelo deslocamento de uma placa da barragem da mineradora Rio Pomba Cataguases, em Mirai (MG), que provocou o vazamento de dois bilhões de litros de um material semelhante a uma lama de argila, envolvendo óxido de ferro e alumínio, no Rio Fubá, afluente do Rio Muriaé.
A primeira cidade do Rio atingida pela lama, na madrugada desta quinta-feira, será Lajes de Muriá, no noroeste do Estado. Em seguida, serão afetadas Itaperuna e São José de Ubá. A poluição também pode chegar a Italva e Cardoso Moreira. Os moradores destas cidades são orientados a não usar água encanda. O abastecimento será feito por carros-pipas.
O governador Cabral acionou a secretaria do Ambiente e suas vinculadas - Cedae e Feema - além da Defesa Civil, ligada à secretaria de Saúde. O presidente da Companhia Estadual de águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, apresentou um plano de emergência e os detalhes sobre o vazamento em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira, na sede da Cedae, na praça Mauá.
Segundo a assessoria da Cataguases, as duas empresas de engenharia contratadas para reforçarem a barragem depois do acidente de 2006 estão preparando um laudo técnico para descobrir a causa do acidente.
Caminhões-pipa
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) disponibilizou 14 caminhões-pipa para o fornecimento de água para a população de Laje do Muriaé. A empresa também já enviou ao local do desadtre, técnicos de laboratório, inclusive de análise de água e da área de engenharia.
Também chegarão à cidade nesta quinta-feira três caminhões transportando 140 mil copos de água tratada envasados pela Copasa para distribuição em caso de necessidade.
O fornecimento de água em Laje do Muriaé permanece normal na tarde de hoje, segundo informações da Copasa. Não há cidades atingidas na área da Copasa e em Miraí o fornecimento continua normal porque o manancial da empresa não foi atingido no rompimento da barragem, informa a empresa.
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