RJ pagará R$ 700 a policiais para evitar "bicos"

05 de janeiro de 2007 • 12h44 • atualizado às 16h43
Governador participa da primeira Oração do Ângelus e promete lutar por paz  Foto: Fábio Gonçalves/O Dia
Governador participa da primeira Oração do Ângelus e promete lutar por paz
05 de janeiro de 2007
Foto: Fábio Gonçalves/O Dia

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou hoje, em entrevista a uma rádio carioca, que terá a ajuda do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, na luta contra a criminalidade no Estado. Serão firmados vários convênios, entre eles, o que determina o pagamento de um extra de R$ 700 no salário dos policiais militares e civis das delegacias de Copacabana, na zona sul do Rio, e da Ilha do Governador, na zona norte. O objetivo é substituir o "bico" que fazem nos dias de descanso, trabalhando apenas oito horas por dia.

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O convênio entre prefeitura e Estado será uma experiência piloto nos batalhões e delegacias daquelas regiões. A atual escala prevê 24 horas de trabalho por 72 horas de descanso. "Esta é uma escala muito desumana. O policial fica muito desgastado. Com este esquema esperamos obter melhores resultados. Com o tempo, iremos expandir o modelo para outros batalhões e delegacias do Grande Rio", acrescentou Cabral.

Outra parceria diz respeito á mudança nas funções da Guarda Municipal. "Na segunda-feira, assinarei um convênio com o prefeito Cesar Maia, pelo qual parte da Guarda Municipal irá cuidar do trânsito da cidade, liberando a PM para reforçar o policiamento das ruas", afirmou Cabral.

Cabral disse ainda que contará com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que autorizou o envio gradativo da Força Nacional de Segurança ao Rio e o uso de soldados do Exército, da Marinha e da Aeronáutica no policiamento das áreas em volta dos quartéis instalados no Grande Rio.

"Confiamos na nossa polícia. Ela é a responsável pela segurança da população. O que estamos providenciando é apoio para que possa cumprir melhor essa difícil tarefa, diante do recrudescimento da violência e do crescente poderio armado dos bandidos", justificou o governador.

O governador garantiu que, em seu governo, o critério para a indicação do comando de batalhões e delegacias será o da eficiência e não o da influência política.

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