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Partidos articulam candidato alternativo para Câmara

04 de janeiro de 2007 16h39 atualizado às 16h45

Membros de partidos insatisfeitos com os nomes de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a disputa à Presidência da Câmara ganharam nesta quinta-feira um novo aliado. Após reunião da executiva do partido, o Psol decidiu que também vai apoiar o lançamento de um candidato alternativo.

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Segundo a deputada Luciana Genro (Psol-RS), as prerrogativas para o novo candidato são as seguintes: independência em relação ao governo e luta de forma firme contra a corrupção e contra os privilégios de parlamentares. Com essas características, os nomes de Raul Jungmann (PPS-PE), Luiza Erundina (PSB-SP) e Fernando Gaberia (PV-RJ) aparecem como alternativa.

A decisão final sobre o possível novo candidato pode ser tomada na próxima segunda-feira, quando além de membros do Psol, parlamentares do PSB, PPS, PMDB, PSDB, PV e até alguns do PT devem se reunir em São Paulo para debater o assunto. "Eu tenho muita simpatia pelo Gabeira. Ele sintetiza tudo que queremos, mas essa é uma opinião pessoal", disse a deputada Luciana Genro.

A idéia é que o nome seja definido logo para que possa haver o lançamento oficial do candidato alternativo e, assim, partir para a campanha contra Aldo e Chinaglia. Segundo Luciana Genro, o grupo defensor da tese reúne atualmente cerca de 20 deputados, mas o número, diz ela, pode ganhar forças ao longo deste mês.

"Vejo que há um grande número de parlamentares que apresenta uma resistência à Câmara ser um braço do governo e luta contra a desmoralização do Congresso", disse.

Senado
A Executiva do Psol também decidiu nesta quinta que não apoiará a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) para a Presidência do Senado. Luciana Genro explica que ele também representaria uma alça do governo na Casa e, por isso, essa alternativa está vetada.

O Psol não discutiu a possibilidade de apoiar o candidato da oposição, José Agripino (PFL-RN), já que ele ainda não se lançou oficialmente. Ao contrário da Câmara, no entanto, o Psol não pretende lançar um nome alternativo no Senado.

"Aqui é mais complicado. Não teríamos como lançar um nome", disse. O partido contará, na próxima legislatura, com apenas o voto de um senador na Casa e com três deputados na Câmara.

Redação Terra