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 Após ataques, bandidos provocam polícia por rádio
29 de dezembro de 2006 04h57 atualizado às 07h53

Na madrugada desta quinta-feira, quando teve início a série de ataques de criminosos no Rio de Janeiro, com o saldo de 18 mortes e 22 feridos, diálogos da polícia pelo sistema de rádio demonstraram momentos de desespero de policiais que tornaram-se alvo dos bandidos. Supostos traficantes chegaram inclusive a entrar no sistema da polícia para fazer ameaças e provocações. Dois PMs morreram nos ataques.

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Policial: "Mais uma vez, Cecopol pede. Pelo amor de Deus! Todas as delegacias, verifiquem os rádios, façam testes de rádios, queiram ficar atentos... peguem os fuzis, engatilhem os fuzis e as armas e queiram ficar atentos para ninguém ser mais surpreendido!"

De manhã, bandidos invadiam a freqüência da polícia e faziam provocações. Em várias delas deixavam claro que estavam apenas colocando em prática as ameaças feitas e que as autoridades não acreditaram.

Bandido: "Fala aí, ô melissa (referência a milícia). Agora vocês acreditam? E vai ter muito mais".

PM: "Não é melissa. É milícia. Não serve nem para ser bandido! Melissa é sandália que você usa, vagabundo".

Bandido: "Se vocês não tivessem invadido nosso pedaço, não ia ter nada disso. Enquanto não saírem não vai parar".

PM: "Vamos pegar vocês, seus covardes".

Bandido: "Agora de dia é mole. Por que não encararam o comboio na madrugada? Vai morrer polícia e quem tiver junto. O terror vai pegar geral: delegacia, shopping, parque, escolas e o que tiver".

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