Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
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Os demais atentados deixaram 18 mortos e 22 feridos ao longo do dia - dos quais seis permanecem internados, pelo menos dois em estado grave. Os alvos foram ônibus, viaturas e bases da PM, além de delegacias. As vítimas fatais foram nove civis, sete suspeitos e dois policiais militares. Já os feridos são 14 civis e oito PMs.
O caso mais grave ocorreu na avenida Brasil, nas imediações da Cidade Alta, na zona norte. Um ônibus da viação Itapemirim, que seguia para São Paulo, foi incendiado e sete passageiros morreram carbonizados. Três acusados de envolvimento no crime foram presos por policiais da 22º DP (Penha). São eles: Graciel Maurício do Nascimento, Cléber de Carvalho Fonseca e Ézio Guilerme de Oliveira.
Agentes da mesma delegacia apreenderam quatro granadas de bocal de fuzil e mais de 200 munições de diversos calibres no complexo habitacional da Cidade Alta. Segundo a polícia, o material estava com traficantes que fugiram após uma rápida troca de tiros. As munições poderiam ser utilizadas em novos ataques.
Reforço no policiamento
A cúpula da Segurança do Rio de Janeiro anunciou que todos os batalhões da PM da região metropolitana receberam reforço nos quadros para esta sexta-feira. Os agentes foram orientados a não ficarem parados durante o trabalho. Já na Polícia Civil, mais de 90 carros de várias delegacias foram mobilizados para circular em áreas consideradas de risco.
Ataques seriam represália
De acordo com o Secretário de Segurança Pública, Roberto Precioso, os atentados seriam uma represália de facções criminosas contra um possível endurecimento no sistema penitenciário, no próximo governo. Já o Secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira, afirma que os incidentes seriam contra às milícias do Comando Azul, ou seja, grupos de policiais que expulsam traficantes de favelas e passam a controlar as comunidades, cobrando uma taxa em troca de segurança.
Redação Terra