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Mais cedo, a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, descartou o uso da Força de Segurança Nacional no Estado, alegando que as devidas providências foram tomadas com base no sistema de inteligência da polícia e conseguiu-se evitar o pior. Já seu sucessor, o governador eleito Sérgio Cabral, disse que, após assumir, aceitará ajuda da tropa federal caso seja necessário.
O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que o governo ofereceu ajuda, mas não quis fazer comentários sobre a violência. "Isso está sendo tratado diretamente pelas autoridades do Rio de Janeiro com o nosso Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Segurança Pública", diz Tarso Genro.
O Ministério da Justiça também acionou o centro de inteligência dos Jogos Pan-Americanos para acompanhar a crise e colaborar no que for preciso. O governo pode antecipar o envio de sete mil homens da Força Nacional de Segurança Pública que vão trabalhar nos jogos se for necessário.
O titular da pasta, minsitro Márcio Tomás Bastos, e o governador eleito do Rio, Sérgio Cabral Filho, devem discutir, no início de janeiro, a reativação do gabinete de gestão integrada para tornar permanente a cooperação entre as policias federais e as forças de segurança do Estado.
Desde o início da madrugada, 18 pessoas morreram em ataques a ônibus e delegacias no Rio de Janeiro, sendo dois PMs, nove civis e sete bandidos. No total, 23 pessoas ficaram feridas. O ataque mais grave foi contra um ônibus da viação Itapemirim, na avenida Brasil, em que sete pessoas morreram carbonizadas.
Redação Terra