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Cresce número de vítimas em onda de terror no RJ

28 de dezembro de 2006 02h02 atualizado às 12h55

Vidro foi quebrado durante ataque a tiros em delegacia no Rio. Foto: Ernesto Carriço/O Dia

Vidro foi quebrado durante ataque a tiros em delegacia no Rio
Foto: Ernesto Carriço/O Dia

Pelo menos 18 pessoas morreram na onda de violência da manhã e madrugada no Rio de Janeiro, 11 foram vítimas dos ataques e sete são suspeitos mortos pela polícia. O número de bandidos mortos subiu de cinco para sete, após um novo confronto ocorrido na favela do Arará e também no morro da Mineira nesta manhã. Hoje cedo três ônibus foram incendiados e uma agência da Caixa Econômica Federal em Itaboraí foi atacada com uma granada. Outras 21 pessoas ficaram feridas.

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Durante a madrugada outros dois coletivos foram queimados. Pelo menos oito delegacias, postos de polícia e um hospital viraram alvo dos criminosos. As vítimas fatais são dois policiais militares, uma vendedora ambulante e um homem não identificado, todos baleados, e sete pessoas que morreram carbonizadas no primeiro ataque a ònibus, ainda de madrugada. As ações criminosas começaram logo depois da meia-noite e contaram com mais de 20 carros lotados de bandidos armados com fuzis e granadas.

Nos locais dos ataques, foram espalhados cartazes com a assinatura do Comando Vermelho (CV), afirmando que a ofensiva é uma resposta da facção criminosa ao Comando Azul - conjunto de milícias formadas por policiais que já dominariam cerca de de 80 favelas da cidade, conforme antecipou reportagem publicada pelo Terra.

Na zona sul, uma cabine da PM foi atacada em frente ao Botafogo Praia Shopping. A vendedora ambulante Suely Maria Lima de Souza, 33 anos, morreu e o filho dela, Gabriel, quatro, ficou ferido. Um PM e um outro homem também foram atingidos no local.

Ainda na zona sul, um comboio de criminosos passou atirando e matou um PM, na avenida Epitácio Pessoa, na altura da rua Maria Quitéria, na Lagoa. Segundo testemunhas, foram realizados mais de dez disparos. O incidente ocorreu perto do prédio onde mora o ex-secretário estadual de Segurança Pública e deputado federal eleito Marcelo Itagiba (PMDB).

Na zona norte, pelo menos 11 passageiros de dois ônibus sofreram queimaduras, na avenida Brasil, em frente à Cidade Alta. Os coletivos seguiam para São Paulo e foram incendiados por traficantes. Nem todos os passageiros tiveram tempo de sair pela porta. Alguns escaparam pelas janelas. Duas pessoas estariam mortas no interior dos coletivos, mas a polícia ainda não confirmou a informação fornecida por testemunhas.

Em outro ponto da zona norte, dois PMs ficaram feridos em um posto policial, próximo ao Shopping Nova América, em Del Castilho. Um carro passou atirando contra a unidade. Um homem também morreu na delegacia de Campinho, na zona norte.

Uma outra cabine da Polícia Militar foi atacada no começo da manhã na região do Alto da Boa Vista. Um policial militar foi ferido e levado para o hospital.

Outros três coletivos foram incendiados por bandidos na capital fluminense esta manhã no bairro de Bangu, na zona oeste do Rio. Dezenas de traficantes cercaram os coletivos nas estradas do Taquaral e do Engenho e em uma via de acesso à avenida Brasil. Bombeiros foram acionados e ainda não há informações sobre feridos.

Ainda na zona oeste do Rio, dois policiais militares foram atacados por tiros de fuzil na avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca. Um acabou morrendo. E, na Vila Valqueire, três PMs ficaram feridos a tiros e a viatura em que estavam foi incendiada por marginais.

Em toda a cidade, pelo menos oito delegacias foram atacadas com tiros de fuzil e granadas: 4ªDP (Central), 5ªDP (Gomes Freire), 6ªDP (Cidade Nova), 12ªDP (Copacabana), 18ªDP (Praça da Bandeira), 28ªDP (Campinho), 29ªDP (Madureira) e 32ªDP (Taquara). O Hospital Geral de Bonsucesso também foi alvejado.

Redação Terra