Carlos Bencke
Direto de Porto Alegre
Rio Grande do Sul
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As medidas visam equilibrar as contas do governo e incluem cortes de despesas com a máquina pública, congelamento de salários e aumento de impostos. Feijó dirigiu suas críticas a este último, em entrevista ao Terra. "Eu te asseguro que estas medidas não terão os efeitos desejados e trarão desemprego, miséria e menos desenvolvimento ao Rio Grande do Sul".
"Aumento de alíquota de ICMS penaliza o trabalhador. Quem paga o ICMS é quem consome produtos", disse. Feijó atribui a perda de influência do Estado no País ao seu fraco desempenho econômico. "O Rio Grande do Sul já é o Estado com a maior carga tributária ponderada de todos os Estados da Federação. Isso mostra porque faz 20 anos que tem perdido sua representatividade no cenário nacional".
Apesar das duras críticas, em dado momento, o vice de Yeda tenta contemporizar. "O objetivo é válido mas a medida não é eficaz". Mas em seguida defende que o aumento de impostos não gera aumento de salários, crescimento da indústria, ou melhoria dos serviços públicos prestados pelo Estado.
"A atividade econômica só melhora com menos dinheiro nos cofres do governo e mais dinheiro na sociedade, em quem empreende, em quem gera renda, emprego e consumo".
Ele propõe exatamente o oposto das propostas da governadora eleita. "Minha proposição é diminuir a carga tributária, gerar mais negócio no Rio Grande do Sul. Aí sim nós vamos arrecadar mais".
Perguntado como ficou a relação dele com a governadora eleita, Feijó responde que é a melhor possível, mas alfineta a equipe que elaborou o pacote. "O diálogo é salutar. O que está precisando para estes técnicos e para esta equipe que elaborou este pacote maldito é exatamente mais abertura e transparência com a sociedade, com os poderes constituídos".
Redação Terra