Aéreas se dizem preparadas para novo "apagão"

21 de dezembro de 2006 • 09h23 • atualizado às 10h18

Muito criticadas pela falta de assistência aos usuários durante os dois "apagões aéreos" ocorridos depois do acidente que vitimou 154 pessoas em Mato Grosso depois do choque entre um avião Legacy e um Boeing da Gol, as empresas aéreas garantem estar preparadas para atender o público em caso de atrasos no período das festas de fim de ano.

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De acordo com informações da assessoria de imprensa da TAM, a empresa montou uma estratégia para esse tipo de situação, que envolve funcionários extras para o atendimento ao usuário.

A empresa diz que fará todo o esforço necesário para tentar minimizar o transtorno aos clientes no que diz respeito à possível acomodação dos seus passageiros, fornecimento de refeições a reembolso de gastos extras.

Segundo a Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadaniaas companhias aéreas e o Poder Público, têm o dever de prestar assistência aos consumidores que venham a ser vitimados por atrasos e cancelamentos de vôos, prestando informações de forma preventiva ou proporcionando alimentação e estadia aos mesmos.

Nesta quarta-feira, entidades de defesa do consumidor ajuizaram ação civil pública contra União, Agência Nacional de Aviação Civil e oito companhias aéreas, pleiteando assistência e o pagamento de indenização por danos morais e materiais a todos os consumidores vítimas do chamado "apagão aéreo".

A Varig, que opera 13 linhas de vôos domésticos e quatro internacionais, diz que mesmo durante o auge da crise nos aeroportos o número de atrasos dos seus vôos foram pouco significativos, mas que a empresa está atenta a possíveis problemas durante as festas de fim de ano, quando tradicionalmente o movimento aumenta.

A empresa informa que está trabalhando com as autoridades aeronáuticas para minimizar qualquer tipo de transtorno aos passageiros, ainda que não haja detalhamento das medidas a serem tomadas.

A Gol informou que não tem planos de contingência. Diz que quando há problemas, sempre destaca pessoal para atender aquilo que é necessário e atender as necessidades dos seus clientes.

Redação Terra
 
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