Jamile ganhou a sentença no juizado especial civil, na Justiça Estadual de Mato Grosso, no dia 27 de novembro de 2006. O valor da indenização é o teto máximo das ações movidas pelo juizado.
"Eu fiquei sabendo da comunidade no dia 27 de abril de 2005 por meio de um amigo que acessava o Orkut e recebeu o convite das agressoras. Ele imprimiu e me entregou. No mês seguinte, entrei com uma ação na justiça", conta Jamille.
A comunidade foi retirada do ar em junho de 2005 sob medida judicial. Após o caso ter se tornado público, alguns amigos que apoiavam Jamille criaram a comunidade "Estou com Jamille e não abro".
A jovem conta que entrou com a ação na justiça estadual sozinha, quando ainda cursava direito em Cuiabá (MT), mas um amigo a acompanhava nas audiências. As duas acusadas não recorreram da decisão da Justiça. Houve tentativa de reconciliação, mas elas não compareceram. Julyana Sonoda está no Japão. Mahyara de Oliveira está desempregada, e a reportagem do Terra não conseguiu localizá-la.
"Não é o valor da ação que é importante porque é muito pouco pelos danos que me causaram. O bom de tudo isso é o apoio de gente do mundo todo e que isso sirva de exemplo para os internautas saberem o que fazem na internet. A justiça foi feita", comemora Jamille. Ela suspeita que a causa para a criação da comunidade é que Julyana Eike Sonoda gostava do ex-namorado dela.
- Redação Terra

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