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Ele foi um dos três parlamentares que votaram contra o aumento na reunião de líderes que decidiu pelo reajuste. Os outros foram a senadora Heloísa Helena (Psol-AL), em fim de mandato, e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). A senadora petista Ideli Salvati (SC) afirmou que ficaria com a maioria, qualquer que fosse a decisão - e aprovou o aumento.
Fontana disse que era esperada a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que o aumento deva ser apreciado pelo plenário de deputados e senadores. "Não se pode imaginar que um reajuste de 90% (na realidade, 90,7%) pudesse ser concedido sem consultar o plenário", disse. A decisão do reajuste partiu de uma decisão das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado com líderes partidários.
De acordo com Fontana, o projeto do PT trata de reposição dentro dos índices da inflação e recupera uma situação de credibilidade do parlamento. "Porque o mais grave disso é a dissociação que começa a se dar entre aqueles que estão aqui para representar o povo brasileiro e aquilo que efetivamente pensa o povo brasileiro", disse.
O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) comemorou a decisão do STF e voltou a defender a votação aberta em plenário. "Quem quiser dobrar o salário estará afrontando o povo e terá que botar a cara na votação", ressaltou. Ele foi um dos deputados que assinou o pedido de veto ao STF, ao lado dos deputados Fernando Gabeira (PV-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP).
Gabeira defendeu um reajuste de acordo com a inflação e redução de gastos com o custo de um parlamentar, que hoje recebe verbas como auxílio-gabinete, verba para combustível e correios, totalizando até R$ 114 mil por gabinete. Para ele, foi acertada a decisão do STF.
"Acho que avançamos. Não conseguimos o Congresso que queremos. Mas conseguimos democracia e provar que o Brasil existe. Ainda que esteja cegado pela vontade de ganhar dinheiro, não se pode negar a vontade de um País", considerou.
Agência Brasil