ACM Neto já tinha sido ameaçado por agressora

19 de dezembro de 2006 • 08h42 • atualizado às 10h28

Marcele Facchinetti
Direto de Salvador

São Paulo


A mulher que esfaqueou ontem o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), Rita de Cássia Sampaio de Souza, 45 anos, já havia sido agressiva com o político baiano, segundo afirmou a mulher dele, Lídia Magalhães. De acordo com ela, ACM Neto teve contato com a agressora há cerca de dois meses atrás, quando Rita o procurou em seu escritório para pedir ajuda sobre o FGTS.

» "Eles têm tudo", diz mulher que esfaqueou ACM Neto
» ACM Neto pode ter alta na manhã de terça-feira

Segundo Lígia Magalhães, após ser tratado de forma agressiva, seu marido pediu à portaria do prédio que não a deixassem entrar mais no local. "Por isso, ela o esperou do lado de fora e tentou atingí-lo de forma mais grave, o que graças a Deus não aconteceu", revelou. Lígia, que passou a noite acompanhando o marido no hospital, afirmou ainda que a acusada é conhecida da Secretaria de Saúde, por criar diversos problemas.

ACM Neto passou bem a primeira noite internado e recebeu três pontos. Após fazer uma radiografia de tórax, marcada para às 11h, ele deverá sair hoje por volta do meio-dia. Além da mulher do deputado, também passaram a noite no Hospital da Bahia seus pais, Antônio Carlos Magalhães Júnior e Rosário Magalhães. ACM Júnior foi internado com pressão alta, logo após saber que seu filho tinha sido esfaqueado.

Durante toda a noite de ontem, o deputado federal ACM Neto recebeu visitas e telefonemas de solidariedade de políticos aliados e de oposição Estiveram no Hospital da Bahia o senador César Borges, o vice-governador do Estado, Heraldo Tinoco, além dos deputados federais José Carlos Aleluia (PFL) e Jutahy Magalhães (PMDB). ACM Neto recebeu ainda telefonemas da ex-senadora Heloísa Helena e de outros parlamentares de Brasília.

O político foi atacado na tarde de ontem por Rita, pensionista do INSS. Segundo a polícia, ela alegou ter recebido a promessa de ajuda na liberação do seu FGTS e que estava indignada com o aumento salarial dos parlamentares, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »