inclusão de arquivo javascript

 
 

Depois de extrair dente, menina entra em coma em SP

19 de dezembro de 2006 08h35 atualizado às 19h30

Miela Cristina da Silva Santos, três anos, sofreu convulsões e teve uma parada cardiorrespiratória após a extração de um dente, na última sexta-feira, em São Bernardo do Campo, ABC paulista. A menina está em coma e corre risco de morte.

Miela, que estava com alguns dentes inflamados, foi com os pais à clínica Sorridents. A mãe, Amanda, diz que pediu um remédio para as inflamações. "Mas ela (a dentista) insistiu em extrair o dente", afirma. O tratamento custou R$ 820.

De acordo o jornal Folha de S.Paulo, a dentista deu à criança óxido nitroso (gás anestésico) por inalação. "Em seguida, ela deu quatro ampolas de um anestésico para minha filha", diz Amanda.

Segundo a mãe, nas outras consultas foi usada apenas a anestesia inalável. A mãe diz que, logo após a extração, ela começou a ter convulsões. "Foi horrível. Minha filha ficou com o corpo todo travado." A polícia está investigando o caso.

A dona da Sorridents, a empresa Sarni e Moutinho, diz que todos os procedimentos de atendimento foram feitos corretamente. A advogada da clínica, Karina Krauthamer, diz que foi usado o anestésico Lidostesim, cuja venda e utilização foi suspensa pela Anvisa no final de novembro. Krauthamer diz ainda que a fabricante do Lidostesim, a empresa Dentsply Indústria e Comércio, não notificou o consultório sobre a suspensão.

Já a Dentsply divulgou comunicado na tarde desta terça-feira no qual afirma que jamais teve registro de caso semelhante quanto ao uso correto do medicamento e afirma que deve ser realizada uma "profunda" investigação para comprovar qual foi o anestésico utilizado.

Segundo a empresa, uso indevido do Lidostesim em associação com outras substâncias pode, de acordo com a literatura médica, levar a sintomas similares ao caso da menina. Além disso, de acordo com a empresa, bula do Lidostesim recomenda que uma criança com o peso de Miela deve receber apenas dois tubetes do medicamento, sendo que ela teria recebido quatro.

A empresa informa, ainda, que desde 27 de novembro vem comunicando às clínicas dentárias e dentistas de todo o País a decisão da Anvisa de suspender a distribuição, o comércio e o uso do anestésico, entre elas a Sorridents.

Redação Terra