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"Estou muito revoltada com a classe política. Eles têm tudo, altos salários, mordomias, e eu nem sequer consigo sacar o meu FGTS (...). O deputado não fez nada para liberar o meu dinheiro, mas apóia o aumento para os parlamentares, esta vergonha em um país de tantas vergonhas", afirmou ao jornal Folha de S.Paulo, referindo-se ao reajuste de 91% aprovado pelos deputados e senadores no Congresso.
Ela foi recolhida ao Presídio Feminino de Salvador e, durante o depoimento, apresentou "desequilíbrio emocional", na avaliação do delegado Wilson Gomes. Avô de ACM Neto, o senador Antonio Carlos Magalhães afastou a possibilidade de motivação política no caso, que para ele não passou de um gesto de alguém com "desequilíbrio mental visível".
Por conta do ferimento nas costas, que foi superficial e não atingiu qualquer órgão, ACM Neto levou apenas três pontos e vai ter alta hoje, quando já estará apto a retomar suas atividades no Congresso. Ele foi golpeado quando deixava seu escritório, na capital baiana, e já estava sentado em seu carro.
Redação Terra