Aldo descarta revisão de reajuste salarial de 90,7%

18 de dezembro de 2006 • 16h47 • atualizado às 17h12

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


Apesar das pressões da sociedade, o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) descartou hoje a possibilidade de convocar uma nova reunião de líderes para rever o reajuste concedido aos parlamentares de 90,7%. "O que eu vejo é que isso não conta com o apoio dos líderes", declarou o deputado se referindo às manifestações contrárias ao reajuste.

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Em entrevista coletiva convocada na tarde desta segunda-feira, Aldo declarou apenas que irá apresentar um projeto de resolução com o objetivo de extinguir o pagamento do 14º e 15º salários. A proposta é de que, em ano de eleição, apenas os novos deputados e os que estão deixando o cargo recebam estes vencimentos como ajuda de custo. Mas este projeto, ao contrário do decreto que aumentou os salários, teria que ser votado em plenário.

O presidente da Câmara disse ainda que determinou que um grupo de trabalho, composto pelos deputados José Carlos Aleluia (PFL-BA ), Miro Teixeira (PDT-RJ) e Eduardo Cardoso (PT-SP) apresente até fevereiro um projeto para a fixação do teto que aponte quem ganha mais do que o permitido no funcionalismo público. "Nós sabemos que há milhares de servidores que recebem uma remuneração acima do teto", disse Aldo.

Sobre as críticas que os parlamentares vêm sofrendo por conta do reajuste, Aldo declarou que este é um País democrático e que faz o que pode ser feito, mas que as decisões fazem parte de um grupo e não apenas dele como presidente. Sobre os protestos feitos hoje no Congresso, o deputado disse que todas as manifestações são legítimas num País democrático.

Aldo apresentou também os cortes detalhados a serem feitos em 2007 pela Câmara. Segundo ele, cerca de R$ 157 milhões serão economizados com iniciativas como a extinção de Cargos de Natureza Especial; redução de despesas com hora extra; corte na compra de equipamentos e o adiamento das reformas dos apartamentos funcionais. O presidente também propôs que, até o final de 2007, cerca de 100 desses imóveis que estão desocupados sejam devolvidos à União.

Redação Terra
 
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