» Justiça inocentou 65% dos médicos acusados de erro, diz estudo
Os organizadores do levantamento apontam que, apesar do número de reclamações em relação à ginecologia e obstetrícia ser maior, é preciso lembrar que a freqüência de realização de procedimentos nesta área também é maior.
A pesquisa mostra que grande parte dos problemas que levam a processos judiciais está relacionada a casos aparentemente simples e ao diagnóstico. Por exemplo, um dos casos relatados no estudo se refere à realização desnecessária de cirurgia com suspeita de gravidez ectopia (gerada fora do útero), quando, na verdade, se tratava de cistos no ovário.
Em outro caso, a demora do profissional em constatar a necessidade de cesárea no parto acabou resultando, segundo alegou a vítima, na morte do bebê.
O estudo "O médico e a Justiça: um estudo sobre ações judiciais relacionadas ao exercício profissional da Medicina", que será apresentado na tarde de hoje, em São Paulo, engloba decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo, do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal.
Redação Terra