Furtado é acusado de homicídio quadruplamente qualificado, porte ilegal da arma, tortura, cárcere privado e estupro.
A sessão que começou com atraso de uma hora e meia, às 9h30 desta segunda-feira. O atraso aconteceu porque o advogado de Ronivaldo, Jânio Siqueira, chegou tarde ao Tribunal. O réu se recusou a ser defendido pelo assistente da defesa, o advogado Eduardo Imbirina. Houve tumulto no início da sessão e Ronivaldo teve que ser contido por policiais militares. O juiz Raimundo José Flexa, que preside a sessão do julgamento, chegou a cogitar a possibilidade de adiamento, mas esta foi descartada.
Em interrogatório, pela manhã, Ronivaldo acusou a mulher dele, Roberta Sandreli, condenada a 38 anos por co-autoria no assassinato da babá, de ser a única autora. Ele também negou ter praticado qualquer violência contra a menor, que morava na casa do casal.
À tarde, foram ouvidas 5 testemunhas, sendo 2 de acusação e outras 3 solicitadas pelo juiz. As testemunhas de defesa não apareceram. Ronivaldo não acompanhou esses depoimentos. Ele foi levado para uma sala secreta por medida de segurança.
Os peritos da Universidade de São Paulo que elaboraram o último laudo sobre a sanidade mental do acusado, também foram ouvidos. O laudo atestou que Ronivaldo não tinha nenhum problema mental e que era perfeitamente capaz de entender a gravidade do ato, avaliação contestada pela defesa e que vai de encontro a um outro laudo, elaborado pelo Instituto Médico Legal do Pará, que atestou problemas mentais em Furtado.
Já à noite os advogados de defesa de Furtado reforçaram a tese de que Furtado tem problemas mentais, afirmando que ele não deve conviver na sociedade, mas que deve receber tratamento e não ficar na prisão.
O Promotor Paulo Godinho, pediu pena máxima ao réu. "Nossa expectativa é que ele seja condenado. Pedimos pena máxima porque é até onde vai a Justiça Brasileira, se tivesse outra nós pediríamos", disse o promotor, em entrevista à imprensa local.
- Redação Terra

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