Cardeal Cláudio Hummes chega a Roma

04 de dezembro de 2006 • 11h41 • atualizado às 13h23
Cardeal chega a aeroporto italiano Foto: EFE
Cardeal chega a aeroporto italiano
04 de dezembro de 2006
Foto: EFE

O cardeal brasileiro Claudio Hummes chegou nesta segunda-feira a Roma, procedente de São Paulo, para assumir o cargo de prefeito da Congregação para o Clero. Hummes, 72 anos, designado pelo Papa Bento XVI no dia 31 de outubro, substituirá o cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos, que se aposentou. Na função, ele será responsável por assuntos relativos a 400 mil padres no mundo todo.

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Com uma nota oficial, divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, o cardeal Hummes explica o tom de suas declarações ao jornal O Estado de S. Paulo, nas quais não descartava a possibilidade da Igreja Católica ordenar algum dia homens casados.

"A questão da abolição do celibato não está na ordem do dia das autoridades eclesiásticas, tal como reiteraram recentemente os chefes dos ministérios da Cúria romana m uma reunião com o Santo Padre", afirma o texto.

"Não dito uma nova doutrina sobre o celibato dos padres, o que digo é o que diz a doutrina da Igreja", declarou o ex-arcebispo. "O celibato não é um dogma, e sim uma norma disciplinar", reiterou o cardeal, que acrescentou: "obviamente o Papa é o guia da Igreja e eu estou a seu serviço com muito gosto".

O esclarecimento do Vaticano foi divulgado depois da repercussão causada pelas declarações do novo prefeito da Congregação para o Clero, que manifestou disponibilidade para "refletir" e "discutir" sobre a possibilidade da Igreja Católica, que enfrenta uma crise de vocações, chegue a ordenar a homens casados.

Hummes foi recebido no aeroporto por um grupo de religiosos e disse que estava feliz de chegar a Roma e estar a serviço do Papa. O cardeal manifestou à imprensa, pouco antes de deixar o Brasil, sua disponibilidade de "refletir" e "discutir" sobre a possibilidade de que a Igreja Católica, confrontada com uma crise de vocações, possa ordenar homens casados.

Uma mudança desta norma é exigida há vários anos por algumas alas católicas e se tornou um tema atual depois que o Papa convocou os cardeais da Cúria romana, em 16 de novembro, para examinar o polêmico caso do arcebispo de Zâmbia, Emmanuele Milingo, casado pelo ritual da seita do reverendo Moon com uma sul-coreana.

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