Notícias » Brasil » Brasil

 Infraero nega problemas com software de controle aéreo
02 de dezembro de 2006 18h50 atualizado em 04 de dezembro de 2006 às 08h08

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), José Carlos Pereira, negou hoje que um erro no programa usado no controle do tráfego aéreo teria sido responsável pelo acidente com o Boeing da Gol no dia 29 de setembro. Segundo ele, o programa de computador é extremamento moderno e que há um exagero nas declaraçõs dos controladores que alegam que houve falha no software.

» Controlador denuncia zona cega
» Aeronáutica soube 48 horas antes que vítimas do Boeing estavam mortas

"Nós sabemos que um acidente aéreo não acontece isoladamente. É possível até que haja um problema dessa natureza. Mas não acredito que forma alguma tenha sido determinante no acidente do vôo 1907", afirmou em entrevista ao Jornal Nacional.

Em entrevista à revista Época, dois controladores do tráfego diseram que um problema no programa de computador da Torres induziu os controladores a erro sobre a real altitude do jato Legacy, que colidiu com o Boeing da Gol. Segundo o controlador, o programa mostrava que a altitude era 360 e não 370, mesma altitude do avião da Gol. José Carlos Pereira já havia dito que confiava inteiramente no software usado pelos controladores de vôo.

Omissão
Sobre a denúncia feita pela revista IstoÉ de que a Aeronáutica demorou 48 horas para informar publicamente sobre a morte de todos os passageiros do vô 1907, o presidente da Infraero confirmou a informação em entrevista à rádio CBN.

O acidente ocorreu na noite da sexta-feira, 29 de setembro, dia em que o esquadrão de elite da Aeronáutica esteve na região da queda e avisou ao governo o estado em que se encontravam a aeronave e todos a bordo.

Matéria publicada na edição deste sábado da revista IstoÉ afirma que a Aeronáutica, a Infraero e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), já sabiam que os 154 ocupantes do Boeing estavam mortos na sexta-feira. Mas as famílias das vítimas passaram mais dois dias alimentando esperanças, já que a comunicação oficial de que não havia sobreviventes veio só no domingo 1º de outubro.

Redação Terra