| Brasil |
| Últimas notícias |
| Fotos |
| Vídeos |
| Cidades |
| Eleições 2008 |
| Imigração japonesa |
| Loterias |
| Polícia |
| Política |
Atualizada às 14h29
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
A Polícia Federal realiza hoje operação para prender empresários, advogados e contadores envolvidos em uma organização criminosa responsável por rombo estimado em R$ 1 bilhão pela Receita Federal. Cerca de 50 mandados de prisão e busca estão sendo executados em seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Alagoas e Distrito Federal. Já foram presas 20 pessoas, entre elas o deputado federal eleito Juvenil Alves (PT-MG), que foi preso em sua casa em Belo Horizonte, capital onde ficaria a sede da organização criminosa especializada em crimes financeiros. Em São Paulo, estão sendo executados mais sete mandados de prisão.
PT-MG cobrará explicações de político preso pela PF
» MP pede seqüestro de bens de deputado preso em MG
A operação intitulada "Castellana" envolve 250 policiais federais e 120 auditores da Receita. Todas as prisões, buscas e seqüestros de bens foram autorizados pela Justiça Federal especializada em lavagem de dinheiro de Belo Horizontes. As prisões temporários de cinco dias foram decretadas para não ocorrer coação de testemunhas.
O esquema de fraude faz uso de sociedades anônimas, estabelecidas no Uruguai e na Espanha, em nome de laranjas, para ocultar e dissimular valores e bens de empresários brasileiros. Desta forma, lavagam de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal eram realizadas legalmente, na chamada "blindagem patrimonial".
De acordo com a equipe de investigadores, através da Sociedade Anônima Financeira de Investimentos (Safi), no Uruguai, e Entidade de Depósito de Valores no Estrangeiros (ETVE), na Espanha, foram constituídas sociedades no Brasil.
As pessoas jurídicas brasileiras, por sua vez, adquiriam o patrimônio dessas empresas e transferiam para elas o patrimônio dos bens. Entretanto, através da investigação, foi descoberto que tanto as sociedades estrangeiras quanto as brasileiras eram laranjas.
Os escritórios de advocacia do grupo eram responsáveis por todos os trâmites burocráticos das empresas no exterior e no Brasil. Além das empresas de fachada, arregimentavam "laranjas" para manter as empresas ativas e regulares no exterior, com registro em ordem nos órgãos fiscalizadores. Para acompanhar as diligências nos escritórios de advocacia envolvidos, foram convocados representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em quatro Estados.
Muitas das técnicas descobertas na operação já haviam sido identificadas na operação Monte Éden, de junho de 2005, quando foram presas 28 pessoas.
Deputado eleito
Juvenil Alves, eleito para seu primeiro mandato com 110 mil votos, foi preso hoje em sua casa no bairro Belvedere, zona sul de Belo Horizonte. O advogado é proprietário de uma série de empresas de informática e escritórios tributaristas. Na sua declaração de gastos de campanha, estimou seus gastos em R$ 450 mil.
Redação Terra