Ministro reitera que não houve risco de colisão aérea

21 de novembro de 2006 • 10h46 • atualizado às 11h16

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O ministro da Defesa, Waldir Pires, voltou a negar nesta terça-feira a possibilidade de quase ter ocorrido três colisões semelhantes ao acidente com o avião da Gol neste ano. Pires informou que conversou com comandantes da Aeronáutica que negaram as informações.

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"O que eu sei é que não houve essas ameaças. As informações que eu tenho é de que não são verdadeiras", afirmou o ministro. Pires disse que não teve acesso a nenhum relatório dos casos citados pela imprensa.

O ministro afirmou ainda que o ministério da Defesa, por meio de um grupo de trabalho, está tomando todas as providências para que os atrasos não voltem a ocorrer, principalmente na época de Natal e ano-novo, período de grande movimentação devido a férias e festas.

"Temos esperança de que não volte a acontecer, nós mobilizamos todos os meios para termos as condições necessárias para o final do ano", afirmou.

Pires negou também que o ministério esteja apoiando uma "geve branca" dos controladores de vôo. Para ele, "a população e o estado democrático nunca serão reféns de uma greve como esta".

O ministro também afirmou que não houve contingenciamentos orçamentários a ponto de provocar a crise vivida hoje no tráfego aéreo. Segundo dados informados pelo ministro, houve contingenciamento do orçamento para segurança do transporte aéreo apenas em 2003, de R$ 18 milhões, e no ano passado, de R$ 59 milhões. Em 2005, segundo ele, foram investidos nessa área R$ 435 milhões.

Pires participa de uma audiência pública no Senado Federal para discutir as causas dos atrasos ao lado do coronel da Aeronáutica José Carlos Bueno, do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, e do presidente da Associação dos Controladores, Jorge Botelho.

Redação Terra
 
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