inclusão de arquivo javascript

 
 

Brasileiro morto já tinha sido atacado no Timor Leste

20 de novembro de 2006 12h40

A família do missionário da Igreja Assembléia de Deus Aurélio Edgard Gonçalves Brito, 27 anos, morto no Timor Leste neste domingo, quer que o corpo do rapaz seja enterrado em Belo Horizonte, cidade onde ele nasceu. Os irmãos de Brito afirmam que não querem vingança e que, apesar da tragédia, estão conformados com a morte.

Eglais Gonçalves Brito dos Santos conta ainda que o irmão já havia sido atacado em maio, um mês depois que reiniciaram os conflitos no Timor, e que. "Da outra vez, Deus lhe deu o livramento. Ele só morreu agora porque Deus quis que fosse agora a hora dele," completou.

"O corpo está no Hospital Nacional em Díli (capital do Timor) e vai ter que ser preparado na Austrália, já que em Díli não há estrutura para fazer isso. Queremos que tudo seja resolvido rápido para que o corpo venha logo para o Brasil," afirmou a irmã Eglais Gonçalves Brito dos Santos.

Ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de imprensa, ela explica que ele não foi morto por um tiro e "sim por um objeto pontiagudo quando voltava para casa à noite com amigos. Já foi feita a autópsia, e nela foi constatado não ter sido um tiro".

Edgard era formado em Teologia, morava no Timor Leste há um ano e sete meses e trabalhava como voluntário em projetos sociais. A mãe dele está sob efeito de sedativos desde que recebeu a notícia. Quem ligou de Díli foi Elissama de Brito, uma outra irmã que também é missionária no Timor Leste há três anos.

Ela reafirmou que a família está conformada com a morte. "É uma dor muito grande, mas foi uma permissão de Deus, enxergamos isso assim. Deus age da forma que é correta, e dá força para a gente aceitar. O importante é que ele estava fazendo o que mais amava fazer, que era ajudar, fazer algo pelas pessoas de lá que são muito carentes", disse. A irmã contou ainda que o missionário tinha projetos para ficar mais tempo no Timor Leste.

Redação Terra