O primeiro caso aconteceu em 16 de janeiro, quando um Boeing 737 da Varig, com origem de Curitiba (PR) e destino a Porto Alegre (RS), passou perto de um Foker 100 da Tam, de Buenos Aires, a 65 km de Curitiba. O radar das aeronaves indicou a aproximação.
O centro de controle percebeu o problema e instruiu os pilotos, mas o avião da Varig fez uma manobra errada, para a esquerda. As aeronaves ficaram a 300 m de distância uma da outra.
O outro incidente aconteceu em 19 de maio, na região de Boituva, interior de São Paulo, entre um Cessna 180, carregando um grupo de pára-quedistas, e um vôo 1696 da Gol, que ia de Curitiba para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
O avião da Gol, entretanto, estava em um rumo errado e passava perto demais do Aeroporto de Boituva. A aeronave acabou tendo que voar por cima do Cessna, a cerca de 150 m de distância.
O caso mais recente aconteceu em 30 de junho, no Aeroporto de Manaus. Um MD-11 da Varig, que voava para o Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, levantou vôo de uma das pistas, enquanto outro avião se preparava para pousar em outra pista. Por segurança, o controle de aproximação de Manaus pediu ao MD-11 que fizesse uma curva à direita após a decolagem.
O avião seguiu a ordem, mas, logo depois, o comando mandou o avião regressar à rota original. O controlador não percebeu que havia outro avião levantando vôo. As duas aeronaves passaram a menos de 50 m de distância, segundo o piloto da Varig.
Redação Terra