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Sexta, 17 de novembro de 2006, 17h46 Atualizada às 01h03

Filho de casal morto não é suspeito, diz delegado

Rogério Tavares, filho de casal encontrado morto na manhã desta sexta-feira em uma casa no bairro de Perdizes, em São Paulo, não é considerado suspeito pelo duplo homicídio, segundo o delegado Leandro Árabe, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "Existem várias linhas de investigação. Seria, como eu já afirmei, totalmente temerário dizer que ele é suspeito", afirmou Árabe. A declaração contraria as dos delegados Rodolfo Chiarelli e José Vinciprova, também do DHPP.

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Chiarelli e Vinciprova conversaram com Tavares por pouco mais de 1 hora na Unidade de Tratamento intensivo do hospital São Camilo, onde ele está internado, na tarde desta sexta-feira. Ambos tomaram uma postura mais evasiva, dizendo que é muito cedo para afastar qualquer hipótese.

Sebastião Esteves Tavares, 71, e Ilda Gonçalves, 67, foram mortos a facadas na manhã desta sexta-feira. O crime intriga os policiais, já que não foram encontrados sinais claros de arrombamento ou de fuga. O muro da parte de trás da casa tem cerca de 20 m de altura, o que dificultaria a escapada. Mas o muro lateral tem cerca de cinco metros de altura e algumas marcas, que a perícia irá dizer se são de uma possível fuga.

O corpo de Sebastião foi encontrado no chão do corredor, e o de Ilda, na cozinha. Mas há rastros de sangue que levam os dois corpos até a sala, o que indica que os assassinatos ocorreram nesta parte da casa.

A polícia ainda procura pela arma do crime - que não foi encontrada nem na residência, nem nas casas vizinhas. Os delegados ouviriam na noite desta sexta-feira o depoimento de uma mulher que passava na rua no momento dos assassinatos. A testemunha teria visto vultos pela janela da casa.

Apontado como suspeito no início das investigações, Rogério Tavares, 42 anos, está tratando de ferimentos causados pela facada. Ele estaria imobilizado com uma fita adesiva quando a polícia chegou à residência. Os delegados informaram que o filho do casal morto está confuso e recomendaram à imprensa aguardar declarações do advogado da família.

O último boletim médico informa que Tavares tem ferimento causado por arma branca na parte posterior do pescoço, com cerca de 10 centímetros de extensão. Ele deu entrada no hospital às 8h18 desta sexta-feira e passou por cirurgia para sutura do ferimento. O estado do paciente é descrito como "estável", e ele não corre risco de morte. Não foi dada uma previsão de alta.

A mãe de Hilda, Isaura da Purificação Gonçalves, 93 anos, também estava na casa no momento do crime. Ela ainda não prestou depoimento, mas teria relatado, em conversa informal, ter visto um homem encapuzado na casa. A mesma versão é dada pelo filho ferido. O irmão de Rogério, Valter, foi à residência para averiguar se algo foi roubado.

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Felipe Gil/Terra Casa onde o casal foi assassinado, no bairro de Perdizes Casa onde o casal foi assassinado, no bairro de Perdizes

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