Notícias » Notícias

 Polícia suspeita de filho de casal morto em SP
17 de novembro de 2006 14h40 atualizado às 17h14

O filho de casal encontrado morto na manhã desta sexta-feira em uma casa no bairro de Perdizes, em São Paulo, é suspeito de ser o autor do duplo homicídio, segundo o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa Rodolfo Chiarelli. Rogério Tavares, 42 anos, está no Pronto Socorro do hospital São Camilo para tratar de ferimentos nas costas, causados por uma facada, e nos punhos, pois ele estava amarrado quando a polícia chegou à residência.

» Casal é encontrado morto em bairro nobre de SP

Os policiais não encontraram indícios de que o assassino tenha deixado o local, o que reforça as suspeitas sobre Rogério. Sua mãe, Hilda Gonçalves Tavares, 67 anos, estava amarrada, e o pai, Sebastião Esteves Tavares, 71 anos, sem roupas.

O filho do casal foi encontrado trancado em um quarto com ferimentos a faca nas costas.

Isaura da Purificação Gonçalves, 93 anos, mãe de Hilda, está muito abalada e desistiu de prestar depoimento na tarde de hoje, no 23º DP. Ela deixou delegacia e foi encaminhada a um hospital. Isaura ainda não sabe da morte da filha e do genro.

As primeiras informações de Isaura, não confirmadas pelo delegado Carlos Eduardo Silveira Martins, são que ela e o neto teriam sido amarrados e que ela teria visto um homem encapuzado na casa - desmentindo, assim, a versão de que Rogério é o assassino.

Pedestres
As testemunhas, duas pessoas que passavam pelo local no momento do crime, chamaram a policia, esperaram a chegada das viaturas em frente à casa e não teriam visto ninguém deixando a residência. Segundo policiais, a casa não tem saída pelos fundos.

Há ainda a possibilidade de que a arma do crime tenha sido jogada no quintal da casa vizinha, mas a policia ainda não foi autorizada a entrar no local. Além das duas testemunhas, serão ouvidos um vizinho e o vigia da rua, que ainda não foi localizado.

As investigações serão conduzidas pelo delegado Rodolfo Chiarelli, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Chiarelli se dirigiu ao hospital para tentar ouvir o depoimento de Rogério.

O irmão de Rogério, Valter Tavares, contratou o advogado Rodrigo Cesar de Araujo para representar a família.

Redação Terra