» Veja o relatório preliminar sobre o acidente na íntegra
» Especial Vôo Gol 1907
» Veja as fotos
De acordo com o coronel Rufino, qualquer conclusão seria prematura. "No momento, eu ainda não tenho nenhuma coisa que eu possa dizer 'isso contribuiu'. Tenho várias linhas, vários pontos que eu preciso investigar e reunir dados", disse. O coronel garantiu, no entanto, que é possível afirmar que os pilotos de ambas as aeronaves não perceberam a aproximação. "Ninguém viu ninguém. Não houve percepção visual e não ocorreu nenhuma tentativa de ação ou manobra evasiva de acordo com os dados dos gravadores de vôo".
O relatório revela ainda que os sistemas TCAS (sistema embarcado que serve para evitar colisões) de nenhuma das duas aeronaves emitiu qualquer alerta de tráfego ou recomendou procedimentos para evitar o choque. De acordo com o coronel Rufino, logo após o choque a aeronave Boeing teria se desmanchado. "Após a colisão, o Boeing ficou incontrolável aos pilotos e caiu (...). E, com certeza, se desintegrou no ar. Uma aeronave que viajava a 11 mil metros de altitude, a 800 km/h, e que ao atingir o solo havia avançado apenas 6 km perdeu completamente a capacidade de vôo, se desintegrando".
Sobre o fato de ainda não ter ouvido os controladores de vôo que estavam de plantão no dia do acidente por eles terem apresentado atestados médicos, o coronel Rufino explicou que os depoimentos não eram imprescindíveis à primeira etapa das investigações. Mas não deixou de destacar que espera ouvi-los em breve. Os atestados eram válidos até o último dia 13.
A comissão já recuperou os dados dos registradores de vôo das duas aeronaves, entrevistou e submeteu a exames médicos os tripulantes do Legacy; realizou testes preliminares nos equipamentos do Legacy para averiguar seu funcionamento; e examinou os destroços do Boeing atrás de indícios que ajudassem a esclarecer o que aconteceu com o avião. A comissão também está analisando os dados registrados pelos radares do Cindacta 1, em Brasília, e Cindacta 4, em Manaus.
Agência Brasil