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Homem mantém reféns dentro de ônibus na via Dutra

10 de novembro de 2006 09h33 atualizado às 15h57

Carros da polícia cercam o ônibus na via Dutra, na região do município de Nova Iguaçu. Foto: Agência Estado

Carros da polícia cercam o ônibus na via Dutra, na região do município de Nova Iguaçu
Foto: Agência Estado

A polícia negocia com um homem armado que mantém reféns, entre eles a ex-mulher, dentro de um ônibus na rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. A operação policial ocorre na altura de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Pelo menos 40 pessoas estavam dentro do ônibus. Pela manhã, foram liberadas 21 pessoas. Nesta tarde, outros 15 homens, pois as mulheres saíram na primeira leva, só ficou a ex-mulher do seqüestrador. Não é possível saber o número de pessoas que permanecem no veículo, pois as cortinas estão fechadas. A pista sentido Rio foi parcialmente interditada, mas já está liberada. O homem, identificado como André Luís Ribeiro da Silva, se diz traído pela ex-mulher, Cristina Ribeiro, e inconformado com a separação.

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Durante as negociações, o seqüestrador disse que se entregaria se a polícia mantivesse sua identidade em sigilo e assegurasse sua integridade física. Ele também teria pedido água e dito que estava muito cansado. As autoridades querem trocar este pedido pela libertação de mais reféns.

Os agentes levaram parentes do seqüestrador para o local para tentar convencê-lo a libertar a ex-mulher. A irmã conseguiu conversar com ele durante um tempo. Já a mãe, acabou passando mal e teve de ser levada para uma ambulância. Segundo a irmã do seqüestrador, ele está muito cansado e com sede.

O pastor Marcos Pereira da Silva, da Igreja Assembléia de Deus, também participa das negociações, ao lado do ex-pagodeiro Wagner Dias Bastos, o Waguinho.

Segundo o cunhado do seqüestrador, ele já tinha tentado suicídio. Ele ficou um mês longe do Rio de Janeiro, mas retornou com o intuito de reatar o casamento.

O cobrador do ônibus, que serve de interlocutor, afirmou que o homem tem o objetivo de manter apenas a ex-mulher dentro veículo. Ele teria dito que não iria se entregar com vida. As primeiras informações eram de que o cobrador já havia sido libertado, porém, de acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Rossano de Oliveira, ele ainda está no veículo.

Pelo menos dez viaturas tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Rodoviária Federal estão no local. O local estpa isolado. A polícia não confirmou a informação de que o homem teria assaltado um posto de gasolina e, na fuga, feito a mulher refém.

Segundo o inspetor Oliveira, o ônibus seguia pela via Dutra quando o passageiro Paulo Roberto Melo André ligou de um celular para a mulher contando que um homem armado havia entrado no ônibus em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e pediu que ela acionasse a polícia. O veículo, da Viação Tinguá, que faz a linha Cabuçú-Central do Brasil, foi interceptado na altura da Fábrica Grã-Fino, por volta das 8h. A perseguição ocorreu por cerca de cinco quilômetros.

O ônibus já foi retirado da rodovia e levado para o acostamento, para que o trânsito pudesse ser liberado. O tráfego é lento na região, tanto no sentido Rio quanto em direção a São Paulo. Devido à curiosidade, muitos motoristas diminuem a velocidade no local.

Ônibus 174
Um caso semelhante ocorreu em 12 de junho de 2000, quando um ônibus foi seqüestrado no bairro do Jardim Botânico, na zona sul da capital fluminense. No caso, que ficou conhecido como o do Ônibus 174, uma das reféns e o bandido foram mortos. Após esse caso, a polícia realizou vários treinamentos com policiais especializados para evitar desfechos semelhantes.

Sandro Barbosa do Nascimento manteve pelo menos dez reféns sob a mira de um revolver. Um policial, de forma precipitada, tentou acertar o criminoso e atirou à queima roupa na cabeça da refém Geísa Firmo Gonçalves, 20 anos, que morreu na hora. Ela também acabou levando outros tiros disparados pelo criminoso. Sandro foi mobilizado pela polícia, colocado na viatura e morto a caminho da delegacia.

Redação Terra