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Veja cronologia do caso da morte do coronel Ubiratan

08 de novembro de 2006 16h20

10 de setembro
Um dos assessores do coronel Ubiratan Guimarães encontra o corpo dele, por volta das 22h30 em seu apartamento no bairro do Jardins, em São Paulo. O corpo do coronel estava deitado de barriga para cima, com um tiro no abdôme e coberto apenas por uma toalha. O tiro acertou a parte debaixo do mamilo direito e saiu pelas costas. Aparentemente não havia sinais de luta corporal no local, e a porta dos fundos estava apenas encostada. Posteriormente, a polícia consta que o crime ocorreu no dia 9 de setembro, entre 19h e 19h30.

11 de setembro
O corpo de Ubiratan é enterrado no Cemitério do Horto Florestal, na zona norte de São Paulo.

A namorada do coronel Ubiratan Guimarães, Carla Cepollina, 42 anos, presta depoimento ao delegado Marco Antônio Olivato, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. Ela nega participação no crime, mas confirma que esteve no apartamento do coronel na noite de sábado, no provável horário da morte.

19 de setembro
A polícia paulista divulga dois laudos da morte do coronel Ubiratan Guimarães e constata que a imagem do circuito interno do prédio de Carla mostra que a blusa escura que ela entregou à polícia não era a que vestia na noite do crime.

21 de setembro
A advogada criminalista Liliana Prinzivalli, mãe de Carla Cepollina, deixa o caso e contrata o advogado Antonio Carlos de Carvalho Pinto para assumir o caso.

23 de setembro
Polícia realiza teste de áudio no apartamento do coronel Ubiratan. A simulação dos disparos é ouvida pelos vizinhos de forma idêntica ao dia do crime. Testemunhas disseram que ouviram um disparo no pédio por volta das 19h.

26 de setembro
O delegado Armando de Oliveira Costa Filho, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, aponta Carla Cepollina como a autora do disparo que matou o coronel Ubiratan. Ele afirma que o caso foi 100% esclarecido.

Liliana Prinzivalli, mãe de Carla Cepollina, é presa durante a madrugada por posse ilegal de arma. Após receber voz de prisão e ser levada para a delegacia, ela é liberada mediante pagamento de fiança - no valor de R$ 800. No apartamento dela foram apreendidas três armas com irregularidades. Uma carabina CBC, encontrada na garagem, não possuía registro. As outras armas, uma pistola Beretta calibre 765 e um revólver calibre 38, que estavam no apartamento, estavam registradas - porém, no nome do pai de Liliana.

27 de setembro
A polícia indiciou Carla Cepollina pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. Carla foi fotografada, foram colhidas digitais e só então foi interrogada. O interrogatório terminou por volta das 20h30. Carla foi liberada para aguardar o julgamento em liberdade.

28 de setembro
A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) na calça que a advogada Carla Cepollina entregou à polícia paulista, dizendo ser a mesma que usou no dia da morte do coronel Ubiratan Guimarães, identificou partículas de chumbo na vestimenta.

5 de outubro
O Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica de São Paulo comprovou que o coronel Ubiratan foi assassinado com sua própria arma. O revólver, calibre 38, desapareceu de seu apartamento, nos Jardins, zona sul de São Paulo, onde o coronel foi encontrado morto.

18 de outubro
O advogado Antonio Carlos de Carvalho Pinto abandonou a defesa de Carla Cepollina por razões pessoais, entre elas a falta de interesse do caso.

25 de outubro
A 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou habeas-corpus preventivo para Carla Prinzivalli Cepollina. Participaram do julgamento os desembargadores Souza Nery (relator), René Nunes e Roberto Midolla.

Redação Terra