Paulo Maluf
Foto: Redação Terra
"O fato de você ter um depósito no Bradesco ou no Banespa não é razão pra ser anunciado no jornal", exemplificou, em referência a uma reportagem publicada em 28 de junho na Folha de S.Paulo, que divulgou que foi feito um depósito de cerca de US$ 1,46 milhão em abril nesta conta. "Foi uma quebra do sigilo, que está prevista em lei. É perdas e danos e eu até posso processar o banco", disse.
O ex-governador disse que o dinheiro depositado na conta em nome de sua mulher, dona Sylvia, veio da venda de um terreno com 14 mil metros quadrados e foi herdado por ele.
Maluf disse que foi espontaneamente ao banco Credit Agricole para explicar a origem do dinheiro e que voltou lá hoje para dar mais explicações, quando foi convidado a falar sobre o assunto no Ministério Interior francês. Maluf ainda disse que gostou de ser investigado para poder mostrar que é correto na sua vida pública.
"Fui no banco na segunda-feira dizer que estava às ordens para dar qualquer explicação. E voltei lá hoje, ao banco, mostrar as escrituras de venda do terreno", disse. Ele disse que o gerente do banco perguntou se ele prestaria um depoimento ao Ministério do Interior. "Eu disse: não tem problema nenhum. O que eu estou dizendo aqui eu digo a qualquer lugar do mundo, à imprensa ou ao ministério do inteiror. Aí prestei as declarações e estou no meu hotel, tranqüilo. Essa história de que eu fui preso.., (risos) Estou aqui no meu hotel", completou.
Ele também negou ter procedência a informação de que realizou uma transferência tida como ilegal pela lei francesa. "Como tudo que foi colocado lá foi colocado lá, está lá", explicou, confuso. "Não foi retirado nem 10 centavos de dólar", disse. "Houve uma exploração do nada, fui de maneira espontânea", completou.
Maluf garantiu que continuará sua viagem pela Europa. O próximo destino será Mônaco. "Está tudo bem. Estou gozando de boa saúde e livre. Continuo minha viagem por aqui e não volto, não. Não tem razão nenhuma para sair daqui".
O ex-governador disse que por ter um passaporte diplomático e que, por isso, o Ministério das Relações Exteriores francês deve ter achado importante comunicar o fato às autoridades brasileiras.
Maluf foi abordado por agentes da polícia fazendária e conduzido para a cidade de Nanterre, periferia da capital, para ser interrogado. A prisão foi resultado de uma ordem judicial francesa ligada a uma investigação sobre movimentação financeira.
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- Redação Terra

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