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"Não adianta investir na carreira, porque o salário não vai ultrapassar o seu posto", diz Célio Eugênio de Abreu Júnior, assessor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, em entrevista ao Estado de S. Paulo.
A discussão começou em meio à crise nos aeroportos do País com a chamada "operação-padrão" dos controladores, o que atrasou diversos vôos no feirado prolongado.
O ministro da Defesa, Waldir Pires, estuda a desmilitarização do setor, com a criação de um plano de carreira para os funcionários. Outra medida seria a concessão de abonos salariais.
Para o brigadeiro Álvaro Pinheiro, chefe da área técnica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, "se todos os controladores de vôo fossem civis, estariam ganhando muito mais. Teriam direito de greve, fariam pressão".
Porém, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) diz que não há diferença entre funcionários militares e civis. "Para nós, não faz diferença se são civis ou militares que fazem o controle, desde que bem feito", afirma Adalberto Febeliano, vice-presidente-executivo da Abag.
- Redação Terra

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