"Pensaram que eu estava no avião", diz supervisor

28 de outubro de 2006 • 09h07 • atualizado às 10h13

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


Dárcio Gonçalves retornava da cidade de Americana, interior de São Paulo, quando recebeu a notícia que o Fokker 100 da TAM, com 96 pessoas, havia caído no bairro do Jabaquara. Supervisor de manutenção do Banco BCN, foi recebido com surpresa pelos colegas ao chegar no trabalho.

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"O que você está fazendo aqui?", foi a pergunta que ele mais ouviu. Gonçalves estava escalado para ir ao Rio de Janeiro, a serviço da empresa, mas a escala foi alterada um dia antes. E ele acabou indo para Americana.

Na tragédia, dois funcionários da empresa morreram: Renato Carvalho, engenheiro-chefe do Departamento de Engenharia do banco e Carlos Yukio Morishito, engenheiro-coordenador do mesmo departamento.

"Não posso afirmar com certeza que eu estaria naquele vôo. Sempre que ia ao Rio de Janeiro costumava pegar o primeiro horário da ponte-aérea, anterior ao vôo que caiu. Mas pelo que soube, meus colegas também tinham a intenção de pegar o vôo mais cedo. Foi uma fatalidade", disse Gonçalves.

Ele conta que saiu de Americana na manhã daquela quinta-feira e chegou à empresa sem saber do acidente. "Eu vim em um carro que sequer tinha rádio. Não sabia de nada", lembra.

Dárcio tem hoje uma empresa de manutenção de ar-condicionado em São Paulo. "Foi uma tragédia. Senti muito o que aconteceu", afirma.

Redação Terra
 
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