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A Polícia Federal, que vetou a divulgação das imagens do R$ 1,75 milhão apreendido com emissários do PT para comprar o dossiê contra candidatos do PSDB, alegando uso eleitoral das imagens, tem regra interna que determina a divulgação para a imprensa de dinheiro recolhido em operações. O delegado federal Edmilson Bruno acabou vazando as imagens para a imprensa, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, e encontra-se afastado das funcões.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a instrução normativa 006/DG/DPF, assinada em 2004 pelo diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, orienta a polícia a divulgar as imagens para evitar estimativas errôneas do valor das apreensões. A norma determina "a apresentação de material apreendido em operações policiais, visando ilustrar reportagens, evitando-se em tais atribuir-se valores estimativos".
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da PF alegou que a corporação se baseou no artigo 6º, inciso terceiro da instrução normativa, que permite o veto à exibição de imagens caso isso venha a prejudicar as investigações. Questionada sobre o fato de a apreensão do dinheiro ser de conhecimento público, a assessoria ressaltou que se pretendia evitar uso eleitoral do episódio.
O Ministério da Justiça não foi localizado para se manifestar sobre o caso. Na época do vazamento das fotos, o titular da pasta, Márcio thomaz Bastos, disse que "existe uma vontade de exploração política desse fato, que quer gerar imagem para prejudicar claramente a campanha presidencial do presidente Lula". Lula liderava as pesquisas eleitorais, com tendência de vencer no primeiro turno, mas o tucano Geraldo Alckmin consegiu levar a eleição para o segundo.
Redação Terra
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