Acidente com Fokker 100 da TAM completa 10 anos

27 de outubro de 2006 • 20h14 • atualizado em 29 de outubro de 2006 às 06h12
Trem de puso parou dentro da casa de professor no Jabaquara Foto: Divulgação
Trem de puso parou dentro da casa de professor no Jabaquara
27 de outubro de 2006
Foto: Divulgação

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


O acidente com o Fokker 100 da TAM que deixou 99 mortos em 31 de outubro de 1996 completa 10 anos sem que todas as vítimas ainda tenham sido indenizadas. O avião prefixo PT-MRK caiu no bairro do Jabaquara, em São Paulo, logo depois de decolar do aeroporto de Congonhas. O vôo 402 - como ficou conhecido - tinha como destino o Rio de Janeiro.

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Entre os 99 mortos estavam 90 passageiros, seis tripulantes, e três pessoas que foram atingidas no solo. Durante a queda, o avião bateu em três prédios e oito casas. Há registro de 14 carros incendiados.

Decorridos dez anos do acidente, cerca de 10% dos processos de indenização foram encerrados pela Justiça. Há processos correndo na Justiça brasileira e também nos Estados Unidos.

De acordo com Sandra Assali, presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos, as pendências que restam estão relacionados a acertos entre famílias e advogados.

"É uma luta de dez anos e tivemos muita dificuldade para chegar a um acordo com a TAM. Mas depois de tanto tempo é natural que a maioria das famílias já tenha sido indenizada. Não poderia ser diferente."

A TAM informa por meio de comunicado que as demandas pendentes extrapolam os limites de atuação da companhia.

Entre elas desentendimentos entre familiares e advogados para viabilizar a finalização dos acordos.

Causas da tragédia
O vôo do Fokker 100 durou cerca de dois minutos. Às 8h26 daquela quinta-feira, o piloto José Antônio Moreno, 35 anos, e o co-piloto Ricardo Luís Gomes Martins, 27 anos, iniciaram a decolagem.

Já na cabeceira da pista, o avião mostrava dificuldades para decolar. Os radares do Centro Integrado de Defesa Aérea (Cindacta) registraram que a aeronave estava com pouca altitude e velocidade abaixo da prevista logo que deixou o solo.

Logo depois que tirou o trem de pouso do solo, o Fokker 100 teve uma pane no reversor da asa direita. O equipamento funciona como um freio das aeronaves no momento da aterrisagem.

Com o reversor acionado, o avião não conseguiu ganhar velocidade e altura para decolar e começou a pender para a direita. A desestabilização foi rápida demais para o piloto tentar qualquer manobra de emergência.

Pouco depois de sair do chão, a dois quilômetros do aeroporto de Congonhas, o avião bateu com a asa direita em um prédio de três andares e às 8h28 explodiu. Os destroços atingiram outros prédios, concentrados na rua Luís Orsini de Castro.

Redação Terra
 
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