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Vôo 1907: advogado procura parente até em enterro

10 de outubro de 2006 06h24 atualizado às 06h26

Escritórios de advocacia têm procurado formas agressivas de se aproximar das famílias de vítimas do acidente com o Boeing da Gol, com a intenção de conquistar clientes, possivelmente visando as indenizações pagas nestes casos. De acordo com familiares dos 154 mortos do vôo 1907 representantes de escritórios chegam a se hospedar nos mesmos hotéis a fim de se aproximar.

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Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a professora Luciana Siqueira estava enterrando o irmão Plínio Siqueira, presidente da Bombardier de Campinas, que morreu no acidente, quando foi abordada por um advogado no cemitério de Parque Flamboyant no último sábado. "O advogado era de São Paulo. Ele até nos sugeriu que citássemos o nome dele em entrevistas à imprensa. Isso nos chateou demais", disse Luciana à Folha.

Além da abordagem, outro método utilizado foi o da "panfletagem", nos hotéis onde ficaram hospedadas as famílias. Advogados colocavam cartões de visitas e até currículos embaixo das portas dos apartamentos ocupados por parentes de vítimas. Uma família conta ter recebido mais de 20 "propostas".

As indenizações em casos de acidentes aéreos podem ultrapassar a casa dos US$ 2 milhões, ou R$ 4,4 milhões.

Redação Terra