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Na operação realizada no Rio, o LSD foi achado na mala do estudante paraibano Yuri Kulesza, 23 anos, que voltava de Amsterdã, Holanda, em um vôo da TAP, com conexão em Portugal. A bagagem, despachada pelo estudante, foi localizada por cães farejadores no compartimento de cargas no porão da aeronave. Yuri pode pegar de três a 15 anos de prisão. A quantidade surpreendeu os policiais. Em 2005, a PF apreendeu 56 mil cartelas de LSD em todo o Brasil.
Segundo o delegado-chefe da DRE, Victor César Carvalho dos Santos, as operações em busca de drogas no aeroporto, utilizando cães, se intensificaram devido à 75ª Assembléia Geral da Interpol, que começou ontem. "Reforçamos as revistas nos vôos internacionais visando possíveis ações terroristas e descobrimos essa carga. Tem cartela até com selo comemorativo dos 100 anos do LSD", contou o delegado.
Passagem na polícia
O estudante revelou que é sustentado pela mãe, que investiu "algumas economias" para comprar o alucinógeno e que já tem passagem pela polícia. "Já fui preso uma vez em João Pessoa, onde moro, por portar maconha. Passei apenas um dia na cadeia e foi horrível. Tinha uns R$ 10 mil guardados e investi nisso. Só de passagem foram R$ 4,5 mil. Minha mãe custeia as despesas da casa e vai ficar arrasada com a minha prisão", disse Yuri, que não revelou para quem entregaria a droga no Brasil.
No Paraná, os 11 presos são acusados de tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Dez deles foram detidos em Foz do Iguaçu e um em Cascavel. O grupo fazia parte de quadrilha que enviava entorpecentes do Paraguai para as regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. Segundo a PF, em um ano, cerca de 50 toneladas de maconha chegaram ao País pelo esquema. Também foram apreendidos mais de 80 carros, 60 quilos de maconha e três armas - entre elas fuzil paraguaio.
Redação Terra