O objetivo da iniciativa é diminuir o preconceito em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DST) e mobilizar o poder público e a sociedade para ações que visem eliminar a sífilis congênita, que é passada da mãe para o bebê. Estima-se hoje que existam cerca de 48 mil novos casos de sífilis congênita a cada ano no país, embora só sejam notificados 4,5 mil casos.
"Temos gestantes que acabam tendo sífilis e não sabem, ou não são diagnosticadas, ou não são tratadas adequadamente no pré-natal e seus filhos nascem com sífilis congênita", afirma Valdir Pinto, responsável pela Unidade de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Programa Nacional DST e Aids do Ministério da Saúde.
A sífilis congênita é provocada pela infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis. A infecção do feto ocorre por meio da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela doença.
A doença tem cura, quando o tratamento é realizado de forma adequada. O tratamento consiste no uso de penicilina, disponível na rede pública de saúde. Se a doença não for tratada adequadamente durante a gravidez, pode provocar a morte do bebê, ou deixar seqüelas, como má formação óssea, surdez e problemas neurológicos.
"A gestante deve fazer o exame pré Natal o mais cedo possível para que, se for diagnosticada a sífilis, tratar essa doença a tempo e ter um desfecho dessa gravidez com sucesso, sem que a criança nasça com a doença da mãe", alerta Valdir Pinto.
O VI Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e o II Congresso Brasileiro de Aids têm início hoje e acontecem até o dia 20 de setembro em Santos-SP. Os congressos têm o apoio do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.
Agência Brasil