Maria Clara Cabral e Juliana Michaela
Direto de Brasília e Cuiabá
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Segundo o documetno encaminhado pelo juiz para o delegado Geraldo da Silva Pereira, Vedoin estava ocultando e negociando provas, já que exisitia um pacto de delação premiada. E para garantir a ordem pública e impedir que o réu praticasse atos ilícitos, foi pedida a prisão preventiva dele.
De acordo com delegado Pereira, superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, depois que a polícia recebeu a informação que Vedoin estaria negociando provas referentes ao processo das sanguessugas, uma equipe foi destacada para investigar o caso.
Vedoin teria dado a missão ao primo Paulo Roberto Trevisan de levar as fotos e a gravação de Cuiabá para São Paulo. O mateial foi apreendido pela PF quando o primo tentava embarcar para a capital paulista ontem à noite, por volta das 23h. Ele prestou depoimento e foi liberado.
Apreensões
De acordo com o superintendente geral da Polícia Federal no Mato Grosso, as imagens mostram uma solenidade de entrega de 40 ambulâncias para municípios do interior do Estado em que apareceriam o candidato ao governo de São Paulo José Serra (PSDB-SP), os deputados Lino Rossi (PP-MT), Pedro
Henry (PP-MT), o ex-governador Dante de Oliveira e o candidato ao governo de Mato Grosso Antero Paes de Barros (PSDB-MT). Além de fotos do candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB-SP). A PF também apreendeu um celular e uma agenda. Segundo a polícia, este material seria negociado. No entanto, não informou para quem seria.
Em São Paulo, foi preso Valdebran Carlos Padilha da Silva, com US$ 109,8 mil e R$ 758 mil. Ele foi detido nesta sexta-feira, às 6h, em um hotel da capital paulista. Com ele, estava Gedimar Pereira Passos, com US$ 139 mil e R$ 410 mil. Eles são ouvidos nesta tarde pela PF em São Paulo para prestar esclarecimentos.
Nesta semana, Darci Vedoin e seu filho, Luiz Antônio, apresentaram documentos que comprovariam o envolvimento do candidato ao governo do Estado de São Paulo, José Serra, com a máfia que superfaturava a compra de ambulâncias com dinheiro da União. Segundo os Vedoin, durante as gestões de Serra e de Barjas Negri (seu substituto no Ministério da Saúde por conta das eleições) "o negócio era bem mais fácil e o dinheiro saía mais rapidamente". "Foi quando mais crescemos", garante Darci.
José Serra, por meio de sua assessoria de imprensa, disse estar surpreso com esse tipo de notícia às vésperas da eleição. Mais cedo, ele já havia negado ter qualquer envolvimento com o esquema dos sanguessugas. O tucano classificou como "kit baixaria" do PT a reportagem publicada ontem pelo jornal Correio Braziliense. O texto afirma que a máfia que superfaturava ambulâncias atuava com o aval do tucano quando ele era ministro da Saúde.
Redação Terra