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"Um garoto passou de bicicleta e avisou que todas as lojas deveriam fechar", disse um comerciante que não se identificou. Nesta quarta, as escolas estaduais Guandu e Ione Maria Siqueira, no Km 32, e Humberto de Campos, no Jardim Paraíso, também não funcionaram. No muro da escola Guandu, foi pichada a inscrição TCP, em alusão à facção criminosa Terceiro Comando Puro, que comando o tráfico no local.
O comandante do 20º BPM (Mesquita), coronel Rosano de Souza, disse que reforçou o patrulhamento, com 40 policiais do Grupamento Especial Tático Móvel (Getam), além do efetivo do DPO de São Francisco de Paula.
Nesta quarta, nem a presença da polícia na Praça de São Francisco de Paula, onde fica o DPO, deu segurança aos comerciantes. O coronel Rosano de Souza disse que foi de manhã nos dois bairros e viu as lojas abertas.
Medo
O medo tomou conta dos moradores dos bairros Km 32 e Jardim Paraíso. As ruas e becos estavam vazias, com o fechamento das lojas ordenado por traficantes. A mãe de um aluno que não se identificou disse que nenhum professor ou diretor foi hoje à escola Ione Maria Siqueira. "Está todo mundo muito assustado. Ninguém sabe quando vai haver aula novamente. As crianças é que mais perdem com tudo isso", explicou.
Um comerciante disse que esta é a terceira vez no ano que as lojas são obrigadas a fechar as portas. "A gente não pode comprar pão, nem remédio. Isso é um absurdo", disse.
O delegado Ronaldo de Oliveira, do Serviço de Repressão a Entorpecentes (SRE) da Baixada disse que o tráfico no local funciona como um entreposto de drogas das favelas da Zona Oeste do Rio, comandadas pelo traficante Robinho Pinga, da facção criminosa Terceiro Comando Puro. Na área do Km 32, quem comanda o tráfico, segundo o delegado, é um bandido conhecido como Tonho.
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